SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - Os quatro mediadores da comissão criada pela USP para negociar o fim da greve estudantil deixaram o grupo nesta segunda-feira (25), após duas reuniões.

Compunham o órgão dois servidores, um professor e um especialista externo em conciliação.

Segundo relatos ouvidos pela Folha, a saída ocorreu por causa da postura da reitoria nas negociações. Apesar de ter criado a comissão, a gestão de Aluisio Segurado manteve as propostas apresentadas há semanas para encerrar a paralisação, travando qualquer diálogo.

Procurada por mensagens na manhã desta terça-feira (26), a reitoria da USP não havia se manifestado até a publicação deste texto.

O principal impasse segue sendo o reajuste do Papfe (Programa de Apoio à Permanência e Formação Estudantil). Atualmente, o auxílio integral é de R$ 885 mensais. Os estudantes reivindicam que o valor alcance o equivalente ao salário mínimo paulista, hoje em R$ 1.804. A universidade, por sua vez, propõe reajuste com base no IPC-Fipe, o que elevaria o benefício para R$ 912.

Na última reunião da comissão, nesta segunda, os estudantes tentaram apresentar uma proposta intermediária, sugerindo que o auxílio integral passasse a R$ 1.096. A universidade não aceitou.

O impasse nas negociações levou a Adusp (Associação dos Docentes da USP) a aprovar uma greve a partir desta terça-feira, embora a adesão ainda seja considerada incerta.

Na tarde desta terça, o Conselho Universitário, órgão máximo da instituição, se reúne.