SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - A Câmara Municipal de São Paulo publicou na segunda-feira (25) a exoneração de Talita Greco, assessora parlamentar do PT vista em uma academia durante horário de expediente.

Segundo o Diário Oficial, a exoneração foi feita a pedido da servidora.

Funcionária da liderança do PT nomeada em março, Talita é sócia de uma academia em Jundiaí, cidade distante 60 quilômetros da capital, onde foi vista às 11h05 da última segunda-feira (18).

Segundo a liderança do PT na Câmara, seu expediente é das 10h às 19h, nas dependências do gabinete, "podendo esporadicamente exercer atividades externas ligadas a sua função", segundo nota.

A Folha de S.Paulo recebeu denúncia de que Talita era funcionária fantasma. Após vê-la na academia em Jundiaí, a reportagem ligou para a servidora, que afirmou estar na Câmara naquele momento. Ela foi procurada em gabinetes do partido e em uma padaria onde disse que estava almoçando, mas não foi encontrada.

Talita negou as acusações e afirmou cumprir expediente no gabinete do vereador Hélio Rodrigues (PT). Nomeada no início de março com salário bruto de R$ 10.544,71, ela assumiu o cargo comissionado há cerca de dois meses.

Ao ser questionada sobre as fotos que a mostram em frente à academia, ela não comentou.

A reportagem voltou a procurá-la na Câmara no dia seguinte e tentou questioná-la sobre a presença em Jundiaí no horário de expediente, mas ela não respondeu. Talita entrou no gabinete do vereador Helio Rodrigues acompanhada por uma servidora, que impediu a reportagem de se aproximar.

Talita foi nomeada assessora da liderança do PT um mês após ser exonerada da Mesa Diretora da Câmara, órgão responsável por comandar os trabalhos legislativos e administrativos.

Ela estava no cargo desde março de 2022, quando ocupou a vaga deixada pelo seu marido, o deputado federal Kiko Celeguim (PT), presidente da sigla no estado de São Paulo e ex-prefeito de Franco da Rocha, na região metropolitana da capital. Naquele ano, Celeguim foi eleito deputado federal.

Diferentemente de um cargo efetivo, que exige concurso público, o comissionado é de livre nomeação e exoneração na administração pública. Costuma ser ocupado para atividades de confiança, chefia ou assessoramento.