Em sua oitava edição, o Rio2C é um dos espaços que ajudou a difundir o debate sobre a dimensão econômica da cultura e sua importância para o desenvolvimento do país.
Idealizador do evento, que terminou no último domingo (31), no Rio de Janeiro, com um balanço de 55 mil participantes, Rafael Lazarini acredita que o encontro vive hoje um momento de maturidade institucional e de reconhecimento da economia criativa como agenda estratégica para o país.
A edição de 2026 foi marcada pela confirmação da internacionalização do Rio2C e pelo fortalecimento institucional do projeto. O Rio2C se posiciona hoje como um evento setorial de ponta, afirmou.
Em entrevista exclusiva à Agência Brasil, Lazarini falou sobre a trajetória do encontro, o avanço da economia criativa no país, o conceito de soft power e os impactos da inteligência artificial na produção cultural.
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Agência Brasil: O Rio2C nasceu ligado ao audiovisual e hoje reúne diversos segmentos da economia criativa. Como aconteceu essa transformação?
Rafael Lazarini: A gente nem chama de evento. A gente chama de encontro e movimento. O Rio2C surgiu originalmente ligado ao audiovisual e, ao longo dos anos, fomos aproximando outros setores das indústrias criativas, como música, games, publicidade, moda, arquitetura e design. Hoje, ele se tornou uma mistura de conferência, mercado de negócios e festival.
Agência Brasil: Você costuma defender que cultura também é indústria. Essa visão ainda enfrenta resistência?
Lazarini: Enfrentava muito mais no começo. Quando começamos a falar de economia criativa, causava estranhamento. Parecia quase impuro misturar cultura e indústria. Mas a criatividade também gera emprego, renda e desenvolvimento. Hoje, vemos secretarias de cultura se transformando em secretarias de economia criativa. Isso mostra uma mudança importante de mentalidade.