SÃO PAULO, SP (UOL/FOLHAPRESS) - Um topógrafo de 42 anos que desapareceu durante trabalho no Parque Nacional Cavernas do Peruaçu, em Minas Gerais, foi encontrado na noite desta quinta-feira (11).
O homem estava na quarta-feira com um grupo de seis colegas, que faziam serviços de georrefenciamento e manejo ambiental dentro do parque. Por volta das 14h, no entanto, ele se distanciou de um membro da equipe e não foi mais visto. Ele também não retornou ao ponto de encontro após o término combinado das atividades.
Militares encontraram vestígios que ajudaram a direcionar a operação. Entre os sinais estavam pegadas e rastros, um canivete que seria do topógrafo e um ponto à margem de um curso d'água onde ele teria captado água para consumo. As equipes refizeram o caminho feito pela vítima até o último ponto em que ela tinha sido vista e, dali, ampliaram as varreduras em campo.
O desfecho ocorreu nesta quinta-feira por volta das 19h, quando o topógrafo saiu da mata por conta própria. Ele chegou à comunidade rural de Parapitanga, no entorno do parque, a cerca de dez quilômetros em linha reta do último local onde havia sido avistado.
Os equipamentos eletrônicos usados para navegação descarregaram durante o período em que ele ficou na mata. Segundo relato do próprio homem aos bombeiros, isso comprometeu a orientação e a capacidade de se localizar -o que fez com que se perdesse.
O topógrafo afirmou que encontrou uma garrafa com cerca de dois litros de água e, no fim da tarde, uma lanterna carregada. Segundo ele, os dois itens foram essenciais para manter condições de seguir caminhando até alcançar a comunidade.
Após chegar a Parapitanga, moradores avisaram as equipes sobre a localização do topógrafo. Os bombeiros foram até o local e viram que a vítima estava consciente, orientada e sem lesões aparentes, sem necessidade de atendimento médico adicional ou transporte para hospital.
Além dos bombeiros, participaram da operação servidores do ICMBio (Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade), funcionários da empresa responsável pelos serviços de topografia e voluntários. Drones também foram usados para reconhecimento aéreo e apoio às buscas. A área tem relevo muito acidentado, com maciços calcários, afloramentos rochosos, escarpas, cânions, cavernas e vales encaixados, o que dificultou o avanço por terra.