BELO HORIZONTE, MG (FOLHAPRESS) - A Secretaria de Saúde do Rio Grande do Sul investiga um caso suspeito de ebola em um homem de 64 anos atendido em uma unidade de saúde de Novo Hamburgo, na região metropolitana de Porto Alegre.
A pasta informou que o paciente passou por um teste rápido para malária e teve resultado positivo.
O homem esteve recentemente em Uganda, país da África oriental que registra 19 casos e duas mortes por ebola e faz fronteira com a República Democrática do Congo, que enfrenta um surto da doença.
"Embora a malária seja, até o momento, o principal diagnóstico identificado, o caso permanece em investigação para doença pelo vírus ebola, conforme determinação dos protocolos do Ministério da Saúde", afirmou o governo gaúcho.
O diagnóstico de ebola só poderá ser descartado após resultado do laboratório nacional de referência, na Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz).
Os primeiros sintomas da doença podem se confundir com os de outras infecções, o que dificulta o diagnóstico inicial. Entre eles estão febre, dor de cabeça, fraqueza intensa, diarreia, vômitos, dor abdominal, perda de apetite, dor de garganta e manifestações hemorrágicas.
A transmissão ocorre por contato direto com sangue, tecidos e fluidos corporais de pessoas ou animais infectados, vivos ou mortos. Entre os fluidos capazes de transmitir o vírus estão saliva, urina, fezes, leite materno e sêmen. Objetos e superfícies contaminados também podem ser meios de transmissão. Não há evidências de contágio pelo ar nem pelo suor.
Em caso de confirmação pela Fiocruz, o paciente, atualmente monitorado no Grupo Hospitalar Conceição, em Porto Alegre, será transferido para um hospital de referência nacional.
A secretaria informou que comunicou o Ministério da Saúde sobre a suspeita e monitora as pessoas que tiveram contato com o homem para identificar precocemente eventuais sintomas.
Na última sexta-feira (12), o estado de São Paulo descartou o segundo caso suspeito de ebola registrado neste ano. Os dois pacientes haviam estado na República Democrática do Congo.
O Rio de Janeiro também descartou, em 1º de junho, um caso suspeito de um homem que veio de Uganda e também recebeu diagnóstico de malária.
Embora a OMS (Organização Mundial da Saúde) tenha declarado emergência de saúde pública de importância internacional devido ao surto, autoridades afirmam que o risco de o ebola chegar ao Brasil e à América do Sul é muito baixo. Não há registro de transmissão local na região nem voos diretos entre o continente africano e as áreas afetadas pela doença.
Ainda assim, a orientação é que os serviços de saúde mantenham atenção a pessoas com febre e histórico de viagem, nos últimos 21 dias, para áreas com circulação do vírus. Também devem ser avaliados casos de contato direto com fluidos corporais de pessoas com suspeita ou diagnóstico confirmado.