SÃO PAULO, SP (UOL/FOLHAPRESS) - Tatiane da Silva, uma das vítimas da mulher de 38 anos que se passava por uma menina de 12 anos, afirmou em entrevista ao Domingo Espetacular, da Record, que não se arrepende de "ter sido uma pessoa boa".

Mulher que fingiu ser criança está presa. Ela é acusada de falsidade ideológica e estelionato.

"Eu não posso me arrepender de ter sido boa. Eu não posso me arrepender de ter ajudado. Eu não posso me arrepender de ter estendido a mão", disse Tatiane da Silva, uma das vítimas.

Desde o dia 2 de junho, a mulher de 38 anos está presa preventivamente. A defesa dela informou que pediu um exame sobre o estado de sanidade mental.

Golpista foi presa em Joinville (SC). Ela é suspeita de se passar por uma criança de 12 anos e viver como filha adotiva de uma família por mais de um ano.

Polícia afirma que mulher chegou à família após procurar uma igreja. Na ocasião, ela relatou ao pastor que estava fugindo de maus-tratos. Sem documentos e se apresentando como adolescente, ela foi acolhida pela comunidade religiosa, que também a ajudou financeiramente.

Mulher viveu por 14 meses como filha adotiva. A família acreditava estar acolhendo uma menina que teria fugido do Pará devido aos maus-tratos. Durante esse período, ela dizia se chamar Gabriele e foi tratada como uma menor dentro de casa.

Ela teria alegado falsamente ter autismo e outras condições clínicas. A investigação diz que ela também afirmava que os traços físicos seriam consequência de uso forçado de hormônios na infância e relatava ter sido abusada.