SÃO PAULO, SP (UOL/FOLHAPRESS) - Uma adolescente de 14 anos foi encontrada morta em uma área de mata, em Foz do Iguaçu (PR), na tarde do domingo (14). O principal suspeito do crime é um amigo dela, de 18 anos, que foi preso.

Corpo de Iasmyn Echhardt da Silva foi achado por um morador. A jovem apresentava ferimentos graves na cabeça e no rosto e estava seminua. As informações são da Polícia Civil paranaense.

Adolescente foi assassinada com requintes de crueldade, segundo o delegado. "A vítima apresentava lesões e próximo ao corpo dela foi encontrado um pedaço de concreto com marcas de sangue, o que indica que ela pode ter sido atingida por esse objeto", explicou Marcelo Pereira Dias, responsável pelas investigações.

Causa da morte foi lesão crânio-encefálica, de acordo com a polícia. Iasmyn completaria 15 anos no dia 9 de julho.

Principal suspeito do crime é um homem apontado como amigo de Iasmyn, cujo nome não foi divulgado. O rapaz era conhecido da família da adolescente, foi preso e teria confessado o crime, segundo o delegado.

Suspeito disse que estava sendo perseguido, desconfiou que a vítima estaria armando uma emboscada para ele e a matou. "Ficou demonstrado que ele efetivamente agrediu a vítima com um tijolo. Um deles foi encontrado no local com sujidades de sangue. Ele agrediu a vítima por pelo menos quatro vezes na região da nuca e na lateral da cabeça, o que causou o falecimento da vítima no local", explicou Marcelo.

Ele confessou o assassinato, mas nega que tenha abusado sexualmente da vítima e disse que o crime não foi premeditado. "Ele [diz que] deixou a vítima no local dos fatos vestida. Ele diz que não promoveu qualquer tipo de ato contra a dignidade sexual da vítima e que havia a possibilidade de outras pessoas terem frequentado o local depois da saída dele", completou o delegado.

Polícia encontrou pertences da vítima na casa do suspeito. No local estavam o celular e um par de chinelos de Iasmyn. Os investigadores também encontraram roupas sujas de sangue, que o rapaz teria usado no dia do crime.

Caso segue sob investigação. Polícia quer determinar se alguma outra pessoa participou da ação criminosa. Como o suspeito não teve a identidade divulgada, não foi possível localizar sua defesa. O espaço segue aberto para manifestação.

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EM CASO DE VIOLÊNCIA

Denúncias podem ser feitas pelo telefone 180, da Central de Atendimento à Mulher, que funciona 24 horas por dia, inclusive no exterior. A ligação é gratuita.

O serviço recebe denúncias, oferece orientação especializada e encaminha vítimas para serviços de proteção e atendimento psicológico.

Também é possível entrar em contato pelo WhatsApp (61) 99656-5008.

As denúncias também podem ser feitas pelo Disque 100, canal voltado a violações de direitos humanos.

Há ainda o aplicativo Direitos Humanos Brasil e a página da Ouvidoria Nacional de Direitos Humanos (ONDH).

Caso esteja em situação de risco, a vítima pode solicitar medidas protetivas de urgência, previstas na Lei Maria da Penha.

O QUE DIZ A LEI

O crime de estupro está previsto no artigo 213 do Código Penal. A pena inicial varia de seis a dez anos de prisão, podendo chegar a 12 anos em caso de lesão corporal e a 30 anos em caso de morte.

A legislação também prevê punição para a divulgação de cena de estupro, prevista no artigo 218-C do Código Penal, com pena de um a cinco anos de reclusão.

COMO DENUNCIAR

Em casos de flagrante, a orientação é ligar para 190, da Polícia Militar.

Também é possível fazer denúncias pelo telefone 180, que funciona 24 horas por dia em todo o país e no exterior.

O serviço oferece orientação especializada e encaminhamento para serviços de proteção e atendimento psicológico. Também há atendimento pelo WhatsApp (61) 99656-5008.

Vítimas de estupro podem procurar qualquer hospital com atendimento de ginecologia e obstetrícia para receber medicação preventiva contra infecções sexualmente transmissíveis, atendimento psicológico e, nos casos previstos em lei, realizar interrupção legal da gestação.

Não é necessário registrar boletim de ocorrência para receber atendimento médico e psicológico no sistema público de saúde. No entanto, o exame de corpo de delito depende do registro policial.

Esse exame pode ser realizado posteriormente, mas é recomendado que seja feito o mais próximo possível do momento da violência, para preservar provas.