SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - Cerca de 150 moradias foram atingidas por um incêndio no final da madrugada desta quinta-feira (18) em uma comunidade na rua do Símbolo, na Vila Andrade, zona sul de São Paulo, próximo à favela de Paraisópolis. Os imóveis destruídos eram construídos com madeira e outros materiais improvisados.

O número, aproximado, é da Defesa Civil, que afirma que fará um balanço definitivo após o cadastramento das famílias. Os moradores estão sendo encaminhados para abrigos da Prefeitura de São Paulo.

Não há registro de vítimas. Os bombeiros foram chamados por volta das 5h30, e o incêndio foi controlado no fim da manhã. Catorze equipes da corporação, com 30 homens, foram ao local.

Os agentes trabalham no rescaldo para evitar que as chamas se intensifiquem e se espalhem para outros barracos.

A área atingida fica próxima à avenida Hebe Camargo e também de prédios e de uma área de vegetação. Os bombeiros tentam evitar que as labaredas se alastrem.

Segundo a corporação, houve colapso de um telhado, que caiu sobre um dos bombeiros. Ele teve apenas escoriações, está bem, mas foi socorrido por protocolo.

Os moradores acordaram assustados com gritos de fogo e tiveram que sair às pressas das moradias. Alguns conseguiram retirar móveis e eletrodomésticos, como sofás, geladeiras e máquinas de lavar para que não fossem consumidos pelas chamas. Outros conseguiram salvar peças de roupas.

Há famílias com crianças e animais desabrigadas após o incêndio destruir os barracos.

Não há informações sobre o que pode ter causado o fogo.

A Prefeitura de São Paulo afirmou que está prestando atendimento às vítimas do incêndio.

"As equipes da Defesa Civil, da Subprefeitura Campo Limpo, da Assistência Social e dos Direitos Humanos estão no local para atender as famílias que perderam suas casas, verificando as necessidades de cada uma. Além disso, a CEI Dona Diva está com as portas abertas para centralizar o atendimento e auxiliar na triagem", afirmou.

Já o Governo de São Paulo anunciou o envio de ajuda humanitária para moradores atingidos. Estão sendo encaminhadas cestas básicas, roupas, cobertores, kits de higiene pessoal, água mineral e ração para cães.

A Secretaria Desenvolvimento Social do estado montou uma unidade móvel do Bom Prato, que servirá refeições no café da manhã, almoço e jantar pelo período necessário. O governo afirma ainda que disponibiliza suporte de psicólogos e assistente social para os afetados.