SÃO PAULO, SP (UOL/FOLHAPRESS) - Uma jovem usou as redes sociais para denunciar uma suposta agressão cometida por três servidoras da Prefeitura de Belford Roxo durante uma festa junina em uma academia de crossfit no último sábado.
Jovem alega que briga começou por causa do karaokê do evento. Segundo o relato da vítima, ela estava cantando no karaokê quando as três mulheres começaram a criticá-la e uma delas tentou pegar o microfone de sua mão.
Vítima disse que não cedeu. "Todo mundo pagou o karaokê. Se eu quiser, eu posso cantar dez, vinte, trinta músicas, e eu vou cantar. Assim como elas também".
Supostas agressoras esperaram o marido da vítima se afastar. No relato, ela conta que assim que o marido saiu de onde ela estava, as mulheres subiram o tom das críticas e iniciaram uma luta corporal.
Marido foi avisado e voltou ao local para apartar briga. Jovem diz que tudo aconteceu em menos de um minuto, e logo o marido surgiu e se uniu com outros homens para separar a confusão.
Vítima ficou machucada. Nas fotos publicadas no Instagram, ela aparece com hematomas nos olhos e nos lábios, arranhões pelo corpo e uma falha no cabelo, que teria sido causada durante a agressão.
Polícia Civil confirmou a ocorrência ao UOL e disse que investiga o caso. "De acordo com a 54ª DP (Belford Roxo), todas as envolvidas foram ouvidas e encaminhadas para exame de corpo de delito. Testemunhas são ouvidas e outras diligências estão em andamento para esclarecer os fatos".
Uma das acusadas se pronunciou nas redes sociais. Nos stories do Instagram, ela publicou uma nota em que diz que não houve uma briga generalizada, apenas entre ela e a vítima.
Mulher afirmou que amigas não participaram. "Foi uma briga entre eu e ela. Minhas amigas não chegaram nem perto dela".
Acusada alega que vítima está omitindo fatos. Na nota, mulher diz que marido da jovem também participou da confusão e bateu nela na hora de apartar a briga. "Você não aceitou sua coça e criou a narrativa de que juntamos em você. Toda história tem dois lados", escreveu.
Acusada também afirma estar sendo ameaçada. Em um segundo posicionamento, suspeita diz que recebeu mensagens de ódio e ameaças de morte. "Estou errada de agredi-la, mas não juntei em ninguém", escreveu.
Tanto vítima quanto acusada não responderam à tentativa de contato da reportagem. O UOL tentou contato com as envolvidas no ocorrido, mas não obteve o retorno até o momento.
Caso repercutiu em Belford Roxo pelo cargo das suspeitas. Acusadas eram servidoras públicas comissionadas na Secretaria da Mulher da prefeitura.
Prefeitura exonerou as supostas agressoras. Elas ocupavam cargos de assessor técnico de assuntos da família, conforme decisão publicada no Diário Oficial de hoje.
Prefeita de Belford Roxo, Mariana Canella (União Brasil), se pronunciou. Em vídeo nas redes sociais, prefeita classificou o caso como "inaceitável" e destacou que a proteção às mulheres é uma das principais bandeiras da gestão.
"Três servidoras comissionadas da Prefeitura de Belford Roxo agrediram outra mulher. Isso é inaceitável. Não tem justificativa, não tem explicação e principalmente não tem espaço dentro da nossa gestão para esse tipo de conduta", disse Mariana Canella, prefeita de Belford Roxo.
Dono do espaço de crossfit também falou sobre o caso. Em vídeo, disse que todas as medidas devidas foram tomadas, que a vítima segue sendo aluna e as supostas agressoras "não fazem parte" do local.
Academia publicou nota de repúdio. O Cross Insano afirmou repudiar qualquer forma de violência e informou ter prestado suporte aos envolvidos.