SÃO PAULO, SP (UOL/FOLHAPRESS) - Em meio a fortes chuvas entre ontem e hoje no estado de São Paulo, a Defesa Civil informou que o sistema de alertas ainda não está funcionando após o ataque hacker.
O envio de mensagens emergenciais à população pelo celular segue suspenso. O órgão não disse se há uma previsão para retorno da normalidade, mas explicou que se deve a investigações em andamento a respeito do episódio do fim de semana.
Órgão disse que tem orientado as pessoas de outras formas. "Durante as chuvas que atingiram o Estado de São Paulo nesta terça-feira (23) e quarta-feira (24), a Defesa Civil estadual manteve o monitoramento das condições meteorológicas e utilizou seus canais oficiais de comunicação para alertar", esclareceu em nota. As redes sociais têm sido as principais plataformas.
Chuvas atingem o território paulista desde ontem. Só na capital paulista, choveu 76 mm nas últimas 24 horas, segundo dados coletados às 6h25 de hoje. Cerquilho, no interior do estado, foi o município mais afetado, com um acumulado de 105 mm durante o mesmo período.
A previsão para o dia de hoje é de mais água. Conforme a Defesa Civil, a região próxima à capital, Vale do Paraíba e litoral norte estão com alerta vermelho, indicando situação de risco elevado de impactos mais fortes.
A maior parte do estado está em amarelo e laranja, indicando áreas em atenção. O extremo oeste é a única região que aparece em verde, sem risco significado causado pelas chuvas.
O sistema disparou um alerta extremo falso com a palavra "misantropia" entre 23h45 de sexta-feira e 1h30 de sábado. Moradores de São Paulo, Paraná, Rio de Janeiro, Bahia, Mato Grosso do Sul, Acre e Distrito Federal receberam a mensagem com aviso sonoro.
O termo enviado significa aversão, desconfiança ou ódio pela humanidade e pela sociedade. A ferramenta de transmissão direta na tela dos aparelhos, chamada Cell Broadcast, não trazia alertas de desastres naturais.
A Defesa Civil Nacional disse que a plataforma foi desligada à 1h30 para conter a invasão. O órgão informou que o disparo ocorreu de forma remota por um acesso não autorizado, com forte suspeita de ataque hacker.
A Secretaria Nacional de Proteção e Defesa Civil acionou a Polícia Federal para apurar o caso. O órgão quer identificar quem realizou o acesso não autorizado ao sistema de transmissão.