SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - O presidente do Ceará Sporting Club, João Paulo Silva, relatou nesta quinta-feira (25) que uma bomba foi entregue em uma caixa de chocolates à sua filha. O material continha uma mensagem contrária à permanência de Silva no cargo do clube de futebol sediado em Fortaleza.
A capacidade explosiva do artefato, que contava com um pavio e um material de papelão envolto em fita adesiva, não foi confirmada. Silva disse que a filha, cuja idade não foi divulgada, recebeu o material enquanto estava em um curso de teatro e teria tido um ataque de pânico ao perceber do que se tratava.
"Isso tudo somente pelo poder. Essa covardia não pode ser considerada normal. Já estou tomando as devidas providências legais para proteger a minha família e o Ceará Sporting Club", escreveu em seu perfil no Instagram com imagens do objeto acompanhado pela caixa de chocolates e um buquê de flores entregues pelos autores da ameaça.
"Esse é só mais um que se soma aos vários [ataques] que já fizeram a mim e à minha família. Eu sou presidente do Ceará. Aguento as porradas, o meu cargo exige isso. Mas mexeram com inocentes", afirmou o presidente.
O clube, que disputa a Série B do campeonato brasileiro e está na 15ª posição, se manifestou nesta quinta repudiando o ato e disse ter sido instaurado um inquérito pela Draco (Delegacia de Repressão às Ações Criminosas Organizadas), da Polícia Civil do Ceará.
Em nota, a polícia informou que apura um crime de ameaça no bairro Joaquim Távora. "O fato foi comunicado por meio de um boletim de ocorrência. A PC-CE realiza diligências para elucidar os fatos denunciados."
A corporação acrescentou que a população pode contribuir com as investigações "repassando informações que auxiliem os trabalhos policiais". "As informações podem ser direcionadas para o número 181, o Disque-Denúncia da Secretaria da Segurança Pública e Defesa Social (SSPDS), ou para o (85)3101-0181, que é o número de WhatsApp."
"Críticas, cobranças e pressão fazem parte do ambiente esportivo. Quem ocupa a presidência de um clube da grandeza do Ceará sabe que estará exposto às adversidades inerentes ao cargo, contudo, há limites que não podem ser ultrapassados. Ameaças, intimidações e qualquer forma de violência são inaceitáveis e jamais devem ser normalizadas", disse o Ceará em nota.