SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - Para acessar a estação Washington Luís, da linha 17-ouro do metrô, prevista para ser inaugurada na próxima terça-feira (30), o passageiro terá de fazer transferência na vizinha Brooklin Paulista.

O mesmo vale para quem sai dessa estação e vai para as demais paradas da linha. Ou seja, é preciso trocar de trem na Brooklin Paulista.

A Washington Luís fica na região do Jardim Aeroporto, zona sul de São Paulo. O novo trecho tem cerca de 800 metros.

A baldeação deve ocorrer ao menos até 30 de setembro, quando está previsto o fim da operação assistida da linha inaugurada em horário reduzido no último dia 31 de março.

Com mais de 4.500 m² de área construída, a estação Washington Luís é a oitava e última que faltava para ser inaugurada na linha 17-ouro, aberta ao público com 12 anos de atraso ?havia sido prometida para a Copa do Mundo de 2014. Ela faz o acesso de metrô em via elevada ao aeroporto de Congonhas, também na zona sul.

Nessa fase, a linha 17-ouro funciona das 10h às 15h, sem cobrança de passagem aos usuários. Quando estiver em operação comercial, vai seguir o mesmo horário do metrô, das 4h40 à 0h ?aos sábados e domingos, o funcionamento é ininterrupto.

A linha 17-ouro foi construída em sistema em Y, ou seja, o ramal não vai de uma ponta a outra, há também uma ramificação ?no caso, para a Washington Luís. Isso é inédito no metrô de São Paulo, por isso essa parada não foi inaugurada com as demais no fim de março. A companhia tem feito simulados nos fins de tarde.

Essas viagens em caráter de teste fazem parte do protocolo para iniciar a operação de um novo trecho. A análise inclui como será a operação no formato pioneiro e o desempenho da linha com mais uma estação.

Também avalia o comportamento dos sistemas de sinalização e telecomunicações, da via, das composições, do alinhamento com as portas de plataforma e a infraestrutura de comunicação ao passageiro.

Segundo o gerente de operações do Metrô, Milton Silva Júnior, a partir da inauguração da nova estação, três trens rodarão ao mesmo tempo. Um em cada sentido de ida e volta entre as estações Morumbi e Aeroporto de Congonhas, e um terceiro entre Brooklin Paulista e Washington Luís.

Quando a operação estiver plena, os trens circularão em formato de carrossel em toda a linha.

Para evitar que os passageiros se confundam na hora de embarcar, o Metrô promete colocar equipes com megafones e reforçar avisos sonoros e visuais.

"O maior desafio será essa comunicação", afirma Silva Júnior.

Desde o início da operação assistida, segundo o gerente de operações, o tempo médio de viagem caiu de 21 minutos para 17 minutos.

O intervalo entre os trens oscila atualmente entre 7 minutos e 8 minutos, mas a meta é reduzir para 3 minutos quando a linha funcionar com sua capacidade máxima.

A linha 17-ouro recebe, em média, cerca de 3.500 embarques por dia. Com a nova estação, o número deve passar para 4.000.

Em feriados, a média sobe para 5.000 pessoas. "Muitos pegam o dia de folga para conhecer a linha e fazem fotos de dentro do trem da ponte Estaiada [Octavio Frias de Oliveira]. Virou atração turística", diz Silva Júnior.

O Metrô fez uma pesquisa com passageiros em maio e 82% deles disseram estar satisfeitos com a linha. O índice é maior que os 76,3% do geral do metrô.

A inauguração da estação Washington Luís depende ainda da agenda do governador Tarcísio de Freitas (Republicanos) e da data de abertura da linha 6-laranja, também do metrô, que igualmente ocorre na próxima semana.

Por causa da legislação eleitoral, Tarcísio, que busca a reeleição, só pode participar da inauguração até 4 de julho (três meses antes do pleito). Esse é um dos motivos da sequência de eventos na próxima semana.

Das 15 estações da linha 6, que vai ligar a Brasilândia, na zona norte, à Liberdade, no centro, seis terão abertura antecipada, entre as próximas quarta (1º) e quinta (2), entre as paradas João Paulo 1º, na região da Freguesia do Ó, na zona norte, até Perdizes, na zona oeste.

As outras são Freguesia do Ó, Santa Marina, Água Branca e Sesc Pompeia.