Nascido na favela Nova Holanda, no Complexo da Maré, Affonso DaLua trabalha com fotografia popular desde 2016, destacando imagens performáticas. A partir das 18h desta sexta-feira (26), na Galeria 535, no Observatório de Favelas, o artista faz sua primeira exposição individual.
Na minha obra, tento construir narrativas que dialoguem com o cotidiano, mas a partir da performance de corpos, de objetos, de cenários favelados da Maré. Toda a minha obra é sobre o conjunto de favelas da Maré.
A mostra Do Mangue à Laje: O Encantamento de uma Vida Mareense tem entrada gratuita e classificação livre.
Além das performances, ele estuda a população LGBTQIA+ favelada ou narrativas que se aproximem com a história de origem da Maré. No decorrer da exploração, DaLua descobriu que o território originário era indígena e foi colonizado pelos portugueses. Depois de vários aterramentos e ocupação, surgiu a área conhecida como Maré.
Ao longo dos anos, venho pesquisando como as narrativas do cotidiano podem ser atravessadas pelas performances. Minha fotografia está um pouco nesse caminho.
Trabalho coletivo