SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - A Polícia Civil prendeu, na manhã desta sexta-feira (26), um homem de 40 anos suspeito de ser líder dos arrastadores ?grupo que oferece falsas viagens a passageiros no Aeroporto de Guarulhos e cobra valores abusivos mediante intimidação.

Segundo a investigação, o grupo aborda passageiros nas áreas de desembarque do terminal oferecendo corridas de aplicativo ou táxi ilegais. Ao final do deslocamento, as vítimas são coagidas a pagar valores muito acima daqueles cobrados pelos transportes formais e credenciados.

A prisão ocorreu durante a Operação Rapere 2, desdobramento da investigação iniciada na semana passada contra o mesmo grupo.

O preso, conforme a SSP (Secretaria da Segurança Pública), é conhecido como Zóio e foi preso enquanto tentava fazer novas vítimas no aeroporto.

Além do mandado de prisão temporária, policiais civis também cumprem quatro mandados de busca e apreensão em endereços ligados ao investigado e a outros suspeitos.

Segundo a Delegacia Seccional de Guarulhos, o suspeito de ser líder do grupo voltou a fazer vítimas no aeroporto, mesmo após a primeira fase da operação.

"Novas imagens e elementos reunidos durante as diligências embasaram o pedido de prisão e das buscas, deferido pela Justiça", diz a pasta da segurança.

A Operação Rapere, iniciada no dia 19, começou após a análise de cerca de 30 boletins de ocorrência relacionados à atuação dos suspeitos. Sete vítimas foram identificadas, parte delas naturais de outros países. A apuração também conseguiu imagens recentes que mostram a atuação do grupo.

A Justiça expediu seis mandados de prisão contra suspeitos de inetgrarem o grupo e seis de busca e apreensão. As ordens foram cumpridas em endereços em Guarulhos e na capital paulista, nos bairros de Itaquera, Capão Redondo e São Miguel Paulista.

A polícia ainda busca novos arrastadores e apura a participação de suspeitos identificados nos crimes de extorsão, estelionato e associação criminosa.