SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - O Ministério da Saúde recomendou, na manhã desta sexta-feira (26), a aplicação da dose zero da vacina tríplice viral (sarampo, caxumba e rubéola) em bebês de 6 meses a 11 meses e 29 dias dos municípios de São Paulo e Guarulhos.
A medida protege os menores de um ano, grupo mais vulnerável às complicações da doença. A estratégia não substitui o esquema previsto no Calendário Nacional de Vacinação.
O ministério acredita que os três casos sejam importados --quando a infecção ocorre no país a partir do contato com pessoas vindas do exterior.
Casos autóctones --contraídos localmente-- podem ameaçar a recertificação de zona livre do sarampo conquistada pelo Brasil em 2024. O primeiro certificado de eliminação da doença foi entregue em 2016, mas perdido em 2018 após a reintrodução do vírus e a ocorrência de novos surtos.
Em Guarulhos, a vacinação foi recomendada devido ao fluxo diário de deslocamentos para a capital e para o Aeroporto Internacional de São Paulo. Os três países-sede da Copa do Mundo de 2026 --Canadá, Estados Unidos e México- enfrentam surtos de sarampo.
Em nota, a Secretaria da Saúde de Guarulhos disse que não há confirmação de sarampo na cidade, mas que investiga três suspeitas.
Em março e abril de 2026, a Secretaria Estadual da Saúde de São Paulo havia confirmado dois casos importados de sarampo na capital paulista. O primeiro, de um bebê de seis meses não vacinado, que contraiu a doença durante uma viagem à Bolívia em janeiro; o segundo, de um morador na Guatemala, de 42 anos.
A cobertura vacinal contra o sarampo no estado de São Paulo está abaixo da meta, que é a de imunizar pelo menos 95% do público-alvo --85,32% para a primeira dose e de 72,06% para a segunda.
O sarampo é uma doença viral contagiosa, transmitida pelo ar, especialmente em ambientes fechados e com grande circulação de pessoas. Os principais sintomas incluem febre alta, tosse, coriza, conjuntivite e manchas avermelhadas na pele, que geralmente surgem entre sete e 14 dias após a exposição.
A transmissão é respiratória, de pessoa para pessoa. O que faz da doença ser mais transmissível é a capacidade das partículas virais se manterem em aerossol e suspensão.
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QUEM DEVE SE VACINAR
Dose zero
Crianças de 6 meses a 11 meses e 29 dias residentes nos municípios de São Paulo e Guarulhos
Rotina
O esquema vacinal recomendado pelo Ministério da Saúde prevê duas doses: a primeira aos 12 meses de idade, com a vacina tríplice viral (sarampo, caxumba e rubéola), e a segunda aos 15 meses, com a tetraviral (que inclui varicela).
Pessoas de 1 a 29 anos devem ter duas doses da tríplice viral, enquanto adultos de 30 a 59 anos devem ter pelo menos uma. Profissionais de saúde precisam comprovar duas doses independentemente da idade.