SÃO PAULO, SP (UOL/FOLHAPRESS) - Uma baleia-jubarte foi encontrada morta entre as pedras do costão da Praia do Forte, em São Francisco do Sul (SC), no Norte do estado.

Equipes do Programa de Monitoramento de Praias Bacia de Santos foram acionadas no domingo (28), mas o animal já estava sem vida. Por causa do difícil acesso ao ponto do encalhe e das condições climáticas, a retirada da carcaça foi programada para hoje.

O PMP/BS informou que as causas da morte serão investigadas após a remoção do corpo. A operação de resgate foi montada depois de uma avaliação no local.

Baleias-jubarte costumam aparecer na costa brasileira entre junho e novembro. Nessa época, elas migram para águas mais quentes para reprodução e nascimento dos filhotes, e podem chegar a 16 metros de comprimento e pesar cerca de 40 toneladas.

Jubartes não têm dentes e usam uma estrutura de cerdas filtradoras, conhecida como barbatanas, para capturar alimento. Segundo o Projeto Baleia-Jubarte, "Esse aparato permite às jubartes se alimentar de pequeninos organismos do plâncton marinho, o krill, especialmente aqui no Hemisfério Sul, o krill é um diminuto crustáceo semelhante a um camarão extremamente abundante nos mares ao redor da Antártica".

As barbatanas também facilitam a captura de pequenos peixes de cardume como sardinhas e similares. "Abrindo sua enorme boca e expandindo suas pregas ventrais, a jubarte 'abocanha' grande quantidade de água, que é então expelida através das barbatanas, retendo apenas o alimento", concluiu o projeto.

"Esguicho" visto quando a baleia respira não é água. Trata-se de ar quente expelido com força, junto de água vaporizada acumulada no orifício respiratório.

Estimativa citada pelo projeto aponta que a espécie pode ficar submersa por até cerca de 30 minutos. Em mergulhos, as jubartes podem alcançar mais de 600 metros de profundidade.