Às sextas-feiras, às 18h30, serão exibidos os curtas-metragens Meu Nome é Maalum, Contos Mirabolantes O Olho do Mapinguari, Sobre Amizade e Bicicletas e Rua Dinorá. Às 20h, os títulos apresentados são Céu de Fumaça, Memória de Pivete, Floresta Curumim e Intervalo. Aos sábados, na primeira sessão, às 18h30 serão exibidos Lé com Cré, Os Causos da Bisavó, Celaticomus e Dela. Às 20h, Lilys Hair, O Véu de Amani, Guri e O Homem que Virou Meme.
Trajetória
O projeto cultural começou há 18 anos, no entorno da Linha Amarela, contemplando as comunidades da Maré, do Complexo do Alemão e Cidade de Deus.
Ao longo dos anos, fomos nos espalhando. Fizemos os estados do Rio de Janeiro e do Espírito Santo, sempre levando o projeto para localidades e territórios violentos, que não têm sala de cinema, para um público que não tem acesso a cinema. O objetivo é levar um pouco do Brasil para todas as gerações, para toda a família, com pipoca e refrigerante, disse Juliana à Agência Brasil.
O projeto faz um recorte do Brasil. São filmes de curta duração nos gêneros animação, ficção e documentário bem representativos de todas as regiões. Neste ano, serão exibidos filmes produzidos desde o Amazonas, no norte do país, até o Paraná, no sul.
Adesão do público
Juliana comemora a receptividade do público. Eles adoram. Eles não conhecem. Curtem e percebem o carinho com que toda equipe trabalha.
Além disso, o projeto gera renda e mobiliza a economia local, porque contrata muita gente, como fornecedores de alimentação, carros de som, segurança, limpeza, montagem da estrutura, carregadores, assistente de produção, serviços gerais. Eles ficam impactados, porque não conhecem o formato desses filmes brasileiros, nem a estrutura.
O telão, por exemplo, tem 12 metros de comprimento por oito metros de altura.
Após as sessões, haverá debate sobre os filmes a plateia vai eleger o curta-metragem de que mais gostou. Além de sorteio de brindes como chocolates e camisetas, o público vai ganhar pipoca e refrigerante.
Temas
Os curtas-metragens mostram o Brasil. Os temas principais abordam questões de racismo, bullying, capacitismo, brasilidade, diversidade, territórios.
Em uma hora, são apresentados quatro filmes rápidos e dinâmicos e o público se identifica com os atores. Prendem a atenção das pessoas. Há filmes com atriz deficiente visual, atores cadeirantes e com necessidades especiais. Mas não é nada para baixo. É lúdico, engraçado, diz Juliana Teixeira.
O projeto não exibe filmes que tenham como temas agressividade e violência. Também não são exibidas cenas de conteúdo alcoólico ou sexual. Palavrões, como em filmes de futebol, por exemplo, são substituídos por apitos.
Nesta edição 2026 do festival gratuito de cinema, o objetivo é atrair um público de 1.600 pessoas por final de semana, o que significa um total de 16 mil pessoas nos dez locais selecionados. São disponibilizadas 400 cadeiras por sessão.
Curtas-metragens
Curtas-metragens são produções audiovisuais de menor duração em comparação aos longas. Esses filmes apresentam histórias que despertam o interesse do público ao trazer novas perspectivas e temas variados, oferecendo uma programação acessível e atrativa para toda a família.
O projeto é uma realização da Associação Caminho da Cultura, tem apoio do Instituto Light e da Secretaria de Estado de Cultura e Economia Criativa do Rio de Janeiro (Secec RJ) e do governo fluminense.
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