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    Quinta-feira, 24 de dezembro de 2015, atualizada às 11h50

    269 famílias atingidas pela lama da Samarco estão em casas alugadas

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    Duzentos e sessenta e três famílias que tiveram suas casas atingidas pela lama já estão em residências temporárias alugadas, conforme informa o secretário adjunto de Desenvolvimento Social de Mariana, João Paulo Paranhos. Neste Natal, 25 de dezembro, o rompimento da barragem de rejeitos da mineradora Samarco, em Mariana, completa 50 dias. Os valores do aluguel são todos custeados pela empresa.

    A realocação das famílias até o dia 24 de dezembro é uma das exigências feitas pelo Ministério Público à mineradora. Das famílias que estavam em hotéis do município, 94% já foram para essas casas. Os outros 6%, segundo Paranhos, ainda permanecem em hotéis, porque não entraram em acordo com a empresa sobre o imóvel, se recusam a sair por causa de conflitos familiares ou, ainda, aguardam a construção de imóvel próprio.

    A Samarco também deve pagar auxílio financeiro que garanta o saque de um salário mínimo por mês, mais o valor de uma cesta básica e 20% do salário mínimo por dependente. Paranhos informou que nem todas as famílias já receberam o auxílio, mas que ele será pago com valores retroativos ao dia da tragédia, 5 de novembro.

    "O que vai se discutir a partir de agora são as ações de indenização e reconstrução das comunidades atingidas", disse Paranhos, explicando que os problemas emergenciais de ação humanitária estão praticamente resolvidos.

    A Arquidiocese de Mariana também está promovendo ações para manter a união das famílias das comunidades atingidas pela lama, fundamental para a busca da reparação dos direitos, segundo o coordenador de Pastoral da arquidiocese, padre Geraldo Martins Dias.

    Representantes das dioceses da Bacia do Rio Doce – Mariana, Itabira/Coronel Fabriciano, Caratinga, Governador Valadares e Colatina - estiveram reunidos em Mariana, dia 22, para discutir as ações em favor das populações dos municípios atingidos nos estados de Minas Gerais e do Espírito Santo e as ações de recuperação ambiental ao longo da bacia do Rio Doce.

    Segundo o padre Geraldo, as dioceses querem acompanhar a ficha cadastral dos atingidos para garantir que o cadastro seja pleno e ninguém fique de fora. Os debates em torno da proposta do código de mineração e de um marco regulatório para garantia de direitos de atingidos também são importantes e serão acompanhados pela Igreja, disse o sacerdote.

    O maior acidente ambiental do país deixou 17 pessoas mortas; duas ainda estão desaparecidas. De acordo com o capitão Thiago Miranda, do Corpo de Bombeiros de Minas Gerais, as equipes continuam trabalhando na busca pelos desaparecidos, fazendo varreduras após as chuvas, que ajudam a revolver a lama.


    Com informações da Agência Brasil

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