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    Sexta-feira, 4 de março de 2016, atualizada às 11h28

    PF deflagra 24ª fase da Lava Jato com buscas em endereços do ex-presidente Lula


    Agência Brasil
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    A Polícia Federal (PF) deve cumprir até o meio-dia os 44 mandados de busca e apreensão e de condução coercitiva autorizados pela Justiça Federal na 24ª fase da Operação Lava Jato, deflagrada na manhã desta sexta-feira, 4 de março.

    À medida que os mandados são cumpridos vão surgindo as primeiras reações à inclusão do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva como alvo da ação policial.

    Mandados judiciais foram cumpridos na casa do ex-presidente, em São Bernardo do Campo (SP), e na sede do Instituto Lula, na capital paulista. Lula foi conduzido para prestar depoimento na sala da PF no Aeroporto de Congonhas. Também foram cumpridos mandados de busca e apreensão na casa de Fernando Bittar, um dos donos de um sítio em Atibaia, no interior paulista, frequentado pelo ex-presidente. A propriedade está registrada também em nome de Jonas Suassuna.

    Em nota divulgada há pouco pelo Ministério do Trabalho e Previdência, o ministro Miguel Rossetto declarou-se "perplexo e indignado" com a condução coercitiva do ex-presidente Lula na manhã desta sexta-feira. "O presidente já prestou depoimento e sempre se colocou à disposição das autoridades. Isso não é justiça, isso é uma violência". Rossetto disse ainda que a ação é "um claro ataque ao que Lula representa como uma liderança política e social".

    PT

    O PT reagiu inicialmente nas redes sociais. No microblog Twitter, o partido lançou a hashtag #LulaPresoPolítico. "Não podemos deixar barato. Precisamos todos reagir. Agora!", escreveu o partido em sua rede social, por volta das 8h30 de hoje.

    Segundo a assessoria do partido, o presidente nacional da legenda, Rui Falcão, não participou da decisão de publicar a mobilização dos correligionários. Assim que a frase foi divulgada, simpatizantes do ex-presidente e do partido começaram a compartilhar a mensagem nas redes sociais. O que motivou mensagens de apoio à ação da Justiça e de repúdio ao presidente.

    Com a divulgação dos primeiros relatos da movimentação dos policiais, populares começaram a se concentrar em frente a casa de Lula, em São Bernardo do Campo, e nas proximidades do Instituto Lula, na capital paulista. Simpatizantes e pessoas contrárias a Lula chegaram a se enfrentar e tiveram que ser contidos pela polícia. Um outro grupo de manifestantes se formou no Aeroporto de Congonhas.

    Também em nota, o Instituto Lula classificou a ação da PF como "violenta", com o objetivo de provocar "constrangimento público" ao ex-presidente.

    MPF

    Em nota, o Ministério Público Federal (MPF) justificou o cumprimento dos mandados judiciais apontando a necessidade de "aprofundar a investigação de possíveis crimes de corrupção e lavagem de dinheiro oriundo de desvios da Petrobras". Segundo os procuradores da força-tarefa que investiga o esquema, "pagamentos dissimulados foram feitos por José Carlos Bumlai e pelas construtoras OAS e Odebrecht ao ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva e a pessoas associadas ao petista".

    "Há evidências de que o ex-presidente Lula recebeu valores oriundos do esquema Petrobras por meio da destinação e reforma de um apartamento triplex e de um sítio em Atibaia, da entrega de móveis de luxo nos dois imóveis e da armazenagem de bens por transportadora", afirmam os procuradores na nota, sustentando que, ao longo das 23 fases anteriores da Lava Jato, "avolumaram-se evidências muito consistentes de que o esquema de desvio de dinheiro da Petrobras beneficiava empresas, que enriqueciam às custas dos cofres da estatal; funcionários da Petrobras, que vendiam favores; lavadores de dinheiro profissional que providenciavam a entrega da propina; políticos e partidos políticos que proviam sustentação aos funcionários da Petrobras e, em troca, recebiam a maior parte da propina, que os enriquecia e financiava campanhas".

    São apurados pagamentos ao ex-presidente, feitos por empresas investigadas na Lava Jato. A polícia apura se os repasses foram realmente como doações e pagamento de palestras. A operação desta sexta-feira envolve cerca de 200 policiais federais, 30 auditores da Receita Federal e policiais militares de três estados. A ação acontece simultaneamente nas cidades do Rio de Janeiro, Salvador (BA), São Paulo, São Bernardo do Campo (SP), Guarujá (SP), Diadema (SP); Santo André (SP); Manduri (SP) e Atibaia (SP).
    A 24ª fase da Operação Lava Jato recebeu o nome de Aletheia, em referência a uma expressão grega que significa busca da verdade.


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