Quinta-feira, 3 de janeiro de 2013, atualizada às 16h

Três legisladores de JF são a favor do fim do recebimento do 14º e 15º salários

Nathália Carvalho
Repórter
Câmara

A primeira reunião ordinária da Câmara Municipal de Juiz de Fora da legislatura 2013-2016 foi realizada na tarde da última quarta-feira, 2 de janeiro, com todos os 19 vereadores eleitos. Além dos repasses de praxe, na ocasião, o parlamentar Jucélio Aparecido (PSB) aproveitou a oportunidade para definir seu apoio a Noraldino Júnior (PSC) e Wanderson Castelar (PT) na discussão sobre o fim do recebimento do 14º e 15º salários, pagos a título de "ajuda de custo" aos parlamentares.

De acordo com a assessoria da Câmara, após a abertura da reunião, foram lidas as correspondências e os requerimentos, sendo que a maioria dos vereadores agradeceu aos cidadãos de Juiz de Fora pela confiança do voto. Já o presidente da Câmara, Júlio Gasparette (PMDB), utilizou o espaço para dar boas vindas aos vereadores e anunciar a ampliação do número de concursados que serão nomeados, que passará de 11 para 16.

Discussão dos penduricalhos

As discussões sobre o Projeto de Lei nº 288/2011, de autoria de Noraldino, Castelar e do ex-vereador José Sóter Figueirôa (PMDB), que pretende extinguir o pagamento por reuniões extraordinárias, já foram iniciadas pelo novo grupo. Foi entregue um requerimento durante a sessão, no qual os vereadores abrem mão das verbas extras. Para o petista, o recebimento dos penduricalhos é considerado um abuso, "um erro político com comprometimento ético". Segundo ele, a expectativa era de que o projeto fosse aprovado ainda na legislatura anterior, o que forçou a urgência dos trabalhos. "Espero que a gente se veja livre desse constrangimento, porque não dá pra justificar a adoção de um padrão de remuneração que não tem sentido", diz.

De acordo com Jucélio, a intenção de extinguir o repasse é coerente com sua campanha e princípios políticos. "Sempre nos pautamos por uma consciência e discussão que se baseiam nesse tipo de atitude. Enquanto candidato, vereador e cidadão, vou fazer da minha fala a prática." Por meio de sua assessoria, Noraldino afirmou que pretende fazer com que o projeto entre em vigor na Câmara este ano. "A extinção desses pagamentos vai gerar uma economia de R$ 2.280 milhões aos cofres públicos", pontua.

Os textos são revisados por Juliana França

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