Juiz de Fora - MG

Terça-feira, 17 de dezembro de 2013, atualizada às 11h10

Câmara de Juiz de Fora devolve R$ 2,6 milhões para a Prefeitura

Eduardo Maia
Repórter
Câmara de Juiz de Fora

A Câmara Municipal de Juiz de Fora devolveu na manhã desta terça-feira, 17 de dezembro, cerca de R$ 1,1 milhão, relativos aos recursos não utilizados no segundo semestre do exercício de 2013. O valor se soma ao montante de R$ 1,5 milhão, devolvidos em julho deste ano pelos vereadores à PJF, totalizando R$ 2,6 milhões. A quantia total é pouco maior do que a devolvida no final de 2012, correspondente a R$ 2 milhões.

O presidente Júlio Carlos Gasparette (PMDB) explicou que os recursos devolvidos são inferiores aos de algumas legislaturas anteriores, já que foram necessários maiores investimentos em novas ações do legislativo neste ano. "Tivemos algumas mudanças na casa, a implantação da TV Câmara, que já tem a previsão de transmissão em breve pela SIM TV e, no início do próximo ano, em sinal digital pela TV Senado. Além disso, aumentamos o número de atendimentos e já estamos prevendo para o início de janeiro a implantação das catracas na entrada do palácio Barbosa Lima."

O prefeito Bruno Siqueira (PMDB) se mostrou satisfeito com o trabalho da Câmara Municipal durante o exercício deste ano e anunciou que os recursos devolvidos serão destinados integralmente para a saúde. "É uma área que necessita muito e a Câmara já nos apoiou nisso, aprovando o orçamento para 2014, que destinará 30% para a saúde e 30% para a educação", disse.

A dificuldade de distribuição dos recursos pelo Governo Federal aos municípios foi novamente criticada por Bruno, bem como a descontinuidade das obras da BR-440, na Cidade Alta. "Os recursos ficam concentrados no Governo Federal, um órgão fica em greve durante três meses e quando volta ainda tem grande dificuldade de repassar dinheiro para obras importantes no município. Estamos cobrando a nova licitação para a retomada das obras da BR, que tem suspeita de irregularidades e corrupção", denuncia.

Bruno atacou ainda o prefeito Fernando Haddad (PT), de São Paulo, classificando-o como "um dos mais mal avaliados do país e que não atende aos anseios da população. Acaba constrangendo a Câmara Municipal com os aumentos dos impostos. Esse governo do PT é o jeito que não se faz política no Brasil", afirma.

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