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    Alimentação adequada garante verão saudável Na estação mais quente do ano, deve-se ingerir muito líquido e ter cuidado redobrado com o preparo e conservação dos alimentos

    Daniele Gruppi
    Repórter
    Madalena Fernandes
    Revisão
    13/01/2009

    No verão, os cuidados com a alimentação devem ser redobrados. Como nesse período aumenta-se a transpiração para manter a temperatura corporal, perde-se mais água e sais, que precisam ser repostos adequadamente.

    Segundo a nutricionista Cláudia Montianéle de Castro (foto abaixo), é necessário ingerir bastante líquido. "O melhor é optar por água, sucos de frutas naturais, água de coco e vitaminas. Além de hidratarem mais, fornecem vitaminas e minerais." Para ela, os refrigerantes e as bebidas alcoólicas devem ser evitados.

    Aconselha-se alimentação em pequenas quantidades e várias vezes ao dia com intervalo de três horas. Cláudia explica que o fracionamento da dieta é importante para o controle da fome, melhor digestão e aproveitamento dos alimentos.

    "Se a pessoa ficar muito tempo em jejum, o organismo começa a poupar energia e diminui a taxa de metabolismo basal. Se as refeições forem fracionadas, o organismo vai gastar mais energia para digerir os alimentos e a taxa metabólica basal não irá diminuir. Alimentando-se de maneira fracionada, evita-se um longo tempo de secreção ácida no estômago, sem ter algum alimento para digerir."

    É importante também atentar para o preparo dos alimentos. A nutricionista afirma que as verduras devem ser bem lavadas com água corrente e depois deixadas de molho entre 15 e 20 minutos numa solução com hipoclorito de sódio (ou água sanitária). Em seguida, é necessário lavar com água filtrada e escorrer. Os cuidados também são válidos para os legumes, como beterraba, cenoura e batata. "É preciso lavá-los bem antes de descascá-los."

    frutas saladas legumes

    A pia utilizada na lavagem dos alimentos requer uma boa higienização para que os resíduos não contaminem outros alimentos. Cláudia diz que as tábuas para o preparo da carne não devem ser de materiais porosos como a madeira, pois permitem a penetração de microorganismos. "Deve-se escolher as de polietileno. Para limpá-las, o ideal é utilizar uma esponja grossa com amoníaco misturado com limão para remover toda a gordura fixada. Após a operação é que o objeto deve ser lavado."

    A nutricionista orienta não armazenar alimentos crus misturados com os cozidos. "Se conservados juntos, o resultado pode ser uma contaminação cruzada. Esse é pior tipo de contaminação e é muito mais frequente do que imaginamos."

    Riscos

    O consumo de alimentos não indicados pode desencadear Doenças Transmitidas por Alimentos (DTA). "Elas ocorrem quando micróbios prejudiciais à saúde, parasitas ou substâncias tóxicas são transmitidas ao homem por meio do alimento."

    De acordo com Cláudia, os sintomas mais frequentes das DTA são diarreia, vômito, cólica, náusea e febre. "Para adultos sadios, a doença pode durar poucos dias e não deixa sequelas. Já para as crianças, as grávidas, os idosos e as pessoas doentes, as consequências podem ser mais graves, levando inclusive à morte".

    Intoxicação alimentar

    foto da Cláudia No verão, são comuns os quadros de intoxicação alimentar. Como a temperatura é mais elevada nessa época do ano, os alimentos frios, que devem ser armazenados a uma temperatura de quatro a dez graus, perdem a temperatura rapidamente.

    A nutricionista afirma que a intoxicação alimentar normalmente aparece após a ingestão de alimentos ou bebidas contaminadas por agentes patogênicos como bactérias, vírus ou parasitas. Os três tipos de contaminação mais comuns são pelas bactérias salmonela, clostridium e estafilococcus. Cláudia explica que a salmonela contamina as carnes antes mesmo do animal ser abatido. "O cozimento completo das carnes acaba completamente com as bactérias nocivas. Quando a carne não atinge a temperatura e tempo corretos de cozimento, existe a possibilidade da bactéria sobreviver, o que pode representar um risco ao ingeri-la."

    O estafilococcus está presente nas mãos, unhas, cabelos e pele do manipulador de alimentos. Portanto, é preciso uma higiene rigorosa para que esse tipo de contaminação não ocorra. O clostridium está presente no ar, na poeira e no chão. É disseminado pelas moscas e sobrevive à fervura durante horas seguidas. "Em temperatura abaixo de 20ºC ou acima de 60ºC, a bactéria se mantém inativa. Porém, entre esses dois limites ela se multiplica rapidamente, contaminando o alimento."

    Vítimas de intoxicação

    Em Juiz de Fora, 54 pessoas foram vítimas de intoxicação alimentar. Elas se sentiram mal após consumirem maionese caseira servida em sanduíches em um trailer na rua Evaristo Veiga, no bairro Benfica, no último sábado, dia 10 de janeiro. Deste total, 13 crianças ainda estão hospitalizadas na Santa Casa de Misericórdia e dois adultos internados na última madrugada estão em observação na UBS de Benfica.

    O chefe do Departamento de Vigilância Sanitária, Ivander Matos Vieira, afirma que existe, desde 2003, uma resolução estadual que proíbe a comercialização de maionese caseira. Somente é permitida aquela que é industrializada e embalada em sachês.

    Para Cláudia, quando a pessoa for se alimentar fora de casa, ela deve observar as condições de higiene do estabelecimento e se há o controle de temperatura dos alimentos cozidos. "Se ocorrer a intoxicação alimentar, o melhor é procurar um médico, hidratar e fazer repouso", orienta.

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