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    Música ajuda tratar problemas físicos, emocionais e mentais

    Musicoterapia é indicada para pessoas que apresentam deficiências motoras, fobias, que possuem paralisias cerebrais e mal de Alzheimer


     

    Daniele Gruppi
    Repórter
    11/07/2008

    Ouvir música pode ser tão eficaz para tratamentos de problemas físicos, emocionais e mentais quanto os remédios. As canções atingem em cheio a região do cérebro responsável pelas emoções, propondo bem-estar e melhora na qualidade de vida.

    Segundo a musicoterapeuta Ana Maria Lobato, através dos sons, trabalha-se a memória, associação de ideias e impostação de voz. "A música é capaz de desenvolver a socialização da pessoa. Ela abre caminhos de comunicação", explica.

    Ana Maria afirma que a música com fins terapêuticos, ou seja, a musicoterapia, é indicada para auxílios clínicos, escolares, empresariais e hospitalares. Na parte clínica, ajuda pacientes com deficiências motoras, fobias, TOC, autismo, síndromes genéticas, paralisia cerebral, mal de Parkinson, Alzheimer, dentre outros.

    Na educacional, crianças com dislexia, déficit de atenção, hiperatividade, deficiência visual e auditiva. Na empresarial, contribui para as dinâmicas e trabalhos motivacionais. Na hospitalar, para modificar o ambiente. "Há a preocupação com a qualidade dos sons nas dependências dos hospitais", revela.

    foto Ana Maria e paciente em etapa de tratamento foto Ana Maria e paciente em etapa de tratamento foto Ana Maria e paciente em etapa de tratamento

    As sessões de musicoterapia incluem atividades com diversos recursos, como CDs, instrumentos, vozes e ruídos. "Não é preciso saber tocar instrumentos, mas muitos pacientes descobrem sua habilidade".

    Cada som é capaz de produzir uma reação diferente em cada indivíduo, cada pessoa percebe a música de acordo com a sua formação, cultura e personalidade. "O canto gregoriano é ótimo para relaxar, induz à reflexão, assim como o Bach. A valsa ativa a memória. O compasso do estilo é como o ritmo da batida do coração. A cantiga de ninar estimula as lembranças iniciais. A música clássica tem uma sonoridade bem harmônica, ela cria uma ponte com o lado intelectual".

    foto instrumentos foto instrumentos foto instrumentos

    Ela diz ainda que as mamães que escutam música durante a gravidez se comunicam com o bebê. "O neném colhe toda informação sonora. Está provado que 20% do desenvolvimento intelectual acontece dentro do útero. É bom enviar estímulos e vibrações para ele".

    Reconhecimento da musicoterapia

    O boom da musicoterapia aconteceu no início do século 20, após as duas guerras mundiais, quando músicos foram chamados para tocar nos hospitais para auxiliar no tratamento de soldados feridos. Os médicos e enfermeiros puderam notar melhoras no bem-estar dos pacientes.

    O primeiro curso de musicoterapia foi criado em 1944, na Universidade Estadual de Michigan. A formação desse profissional é feita em cursos de graduação (quatro anos) em musicoterapia ou como especialização para profissionais da área de saúde. "A música é muito eficaz no atendimento interdisciplinar. Em cursos de enfermagem e fonoaudiologia existem disciplinas sobre o assunto".

    Em 1972, foi criado o primeiro curso de graduação no Brasil no Conservatório Brasileiro de Música, do Rio de Janeiro. Ana Maria vibra ao falar que a profissão está em fase final de regulamentação. O PL 25/05 foi aprovado na Comissão de Assuntos Sociais (CAS) do Senado pela senadora Lúcia Vânia do PSDB-GO.

    Pelo projeto, poderão exercer a profissão os portadores de diploma de educação superior em musicoterapia expedido por instituições reconhecidas pelo governo federal, os portadores de diploma de escola estrangeira, desde que revalidado no país, e os portadores de diploma de nível superior que tenham exercido a atividade, comprovadamente, por cinco anos.

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