Juiz de Fora - MG

Sexta-feira, 4 de novembro de 2011, atualizada às 12h

Liraa aponta Índice de Infestação Predial de 1,08% em Juiz de Fora

Da Redação
foco dengue

O Levantamento do Índice Rápido do Aedes aegypti (Liraa) realizado no município, entre os dias 24 a 28 de outubro, apresentou Índice de Infestação Predial (IIP) de 1,08%, mantendo nível aproximado ao do Liraa realizado em outubro de 2010, que registrou 1,04%. O Liraa é uma metodologia recomendada pelo Ministério da Saúde (MS) para a determinação do IIP do mosquito vetor da dengue (Aedes aegypti). Trata-se de um procedimento que mostra um percentual de imóveis do município, permitindo rápido diagnóstico da situação de presença do vetor na cidade.

Neste levantamento, foram visitados 81,81% dos 7.349 imóveis previstos. Dos 198 bairros inspecionados, 150 não apresentaram o Aedes aegypti e em 48 registrou-se a larva do mosquito transmissor da dengue. Este é o terceiro e último levantamento realizado em 2011: em janeiro, o índice foi de 6,4% e em março de 3,7%. O IIP de 1,08% é considerado condição de alerta pelo Ministério da Saúde (MS), que considera como margem de segurança índices menores que 1%.

Para a realização dos trabalhos de inspeção, a cargo dos agentes de Combate a Endemias (ACE) da Secretaria de Saúde, foram considerados 198 bairros formalmente reconhecidos na cidade pela Secretaria de Planejamento e Desenvolvimento Econômico (SPDE). Em relação à distribuição espacial, verifica-se que, dos 17 estratos previstos para a inspeção, lideraram o ranking dos mais infestados os bairros referentes às regiões Centro, com 2,96%; Leste, com 1,96%; e parte da Região Nordeste, com 1,63% (ver tabela).

Em relação aos criadouros preferenciais, como em 2010, os pequenos recipientes móveis, como vasos de plantas, frascos, pratos, pingadeiras e bebedouros, foram os mais notáveis. Em seguida, vieram os depósitos fixos: tanques em obras e borracharias, calhas, lajes etc. A maioria dos depósitos foi encontrado no interior das residências, evidenciando a necessidade de participação da população no controle desses criadouros.

No ano passado, o primeiro semestre encerrou com 17 mortes e 7.570 casos confirmados. Em 2011, houve apenas um óbito e o número de casos confirmados é 2.378. Isso significou reduções de 94,11% no número de óbitos pela doença e 68% no registro de casos, em comparação a igual período de 2010.


Estratos que apresentaram maior Índice de Infestação Predial (IIP):
ESTRATO B BAIRROS REGIÃO LIRAa
Estrato 8 São Mateus, Alto dos Passos, Santa Cecília,
Centro, Mundo Novo, Cascatinha, Estrela Sul
e Teixeiras.
Centro 2 2,96%
Estrato 13 São Bernardo, Jardim do Sol, Santos Anjos,
Santa Cândida, São Benedito, Bom Sucesso, Vila Alpina, Vitorino Braga, Três Moinhos e Bom Jardim.
Leste 1 1,94%
Estrato 5
Mariano Procópio, Democrata, Borboleta,
Jardim Glória, Vale do Ipê, Alto dos Pinheiros,
entre outros.
Parte do Nordeste e Centro 1 1,63%

Os textos são revisados por Thaísa Hosken

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