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    Terça-feira, 04 de novembro de 2008, atualizada às 17h03

    JF registra um caso de morte por câncer de pele este ano. Cidade participa de mutirão nacional de combate e prevenção da doença



    Daniele Gruppi
    Repórter

    Dados da Secretaria de Saúde de Juiz de Fora (SSSDA) registraram 452 óbitos de câncer de janeiro a outubro de 2008, sendo que uma pessoa morreu de câncer de pele. Em 2007, no mesmo período, das 519 mortes registradas por câncer, cinco foram de pele. Em 2006, de 474 óbitos por câncer, dois foram de pele.

    A professora do Hospital Universitário (HU), Vânia Piccinini, afirma que a incidência do câncer de pele em Juiz de Fora segue a tendência nacional. Segundo o Instituto Nacional de Câncer (Inca), em 2008 são esperados 231.860 casos novos para o sexo masculino e 234.870 para sexo feminino. Estima-se que o câncer de pele do tipo não melanoma (115 mil casos novos) seja o mais incidente na população brasileira, seguido pelos tumores de próstata (49 mil), mama feminina (49 mil), pulmão (27 mil), cólon e reto (27 mil), estômago (22 mil) e colo do útero (19 mil).

    Mutirão de combate ao câncer de pele

    Juiz de Fora participa do mutirão de combate ao câncer de pele, que acontece neste sábado, dia 08 de novembro, das 9 h às 15 h, no Centro de Atendimento à Saúde (CAS). O evento integra a Campanha Nacional de Prevenção ao Câncer da Pele, que chega em 2008 à décima edição.

    Segundo Vânia, que é a coordenadora da campanha na cidade, serão oferecidos atendimentos às pessoas com suspeita da doença e distribuídos panfletos explicativos. O mutirão conta com a colaboração de cerca de 20 profissionais, entre eles professores, residentes e acadêmicos.

    O objetivo é conscientizar a população sobre os riscos da exposição excessiva ao sol sem proteção, alertar para os primeiros sinais da doença e intensificar o diagnóstico e tratamento dos casos. "O câncer de pele é o de maior incidência no Brasil", alerta Vânia.

    As pessoas devem se atentar para os sintomas da doença, que são o crescimento de manchas de aparência elevada e brilhante, avermelhada, castanha, rósea ou multicolorida na pele; pinta preta ou acastanhada que muda de cor, textura, torna-se irregular nas suas bordas e aumenta de tamanho; feridas na pele que demoram mais de quatro semanas para cicatrizar; e mancha ou ferida que continua a crescer apresentando coceira, crostas, erosões ou sangramento.

    Quando detectado precocemente, pacientes diagnosticados com a doença precisam ser acompanhados de maneira mais sistemática devido à chance de aparecimento de outros tumores. Vânia afirma que o carcinoma basocelular - o mais freqüente, corresponde a 70% dos tumores de pele, tem 100% de cura. Há ainda o carcinoma espinocelular - o segundo tipo mais comum e que representa 25% dos casos - e o menos freqüente, porém mais grave, o melanoma, detectado em 4% dos pacientes e responsável pela morte de 80% destes.

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