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    Quinta-feira, 22 de janeiro de 2009, atualizada às 13 h

    Transplantes apresentam crescimento recorde em Minas Gerais


    Patrícia Rossini
    *Colaboração

    O número de órgãos transplantados no estado de Minas Gerais durante o ano de 2008 teve crescimento de 37% em relação ao ano anterior.

    Em 2008, foram feitos 1.562 transplantes de córnea, 414 de rim, 84 de medula óssea, 82 de fígado, 25 de coração, dois de pulmão, seis de rim/pâncreas e dois de rim/fígado.

    O número de doadores, em Minas, subiu de 5,7 por milhão de habitantes para 8. O total de pacientes na fila caiu de 4.851, no início de 2008, para 3.788.

    Otimistmo

    Para o diretor do Complexo MG Transplantes, Charles Simão Filho, o bom resultado de 2008 pode ser atribuído ao aumento na credibilidade do sistema estadual de transplantes na sociedade. "Nesse ano, percebemos o aumento da credibilidade do Complexo. Nós conseguimos retomar o procedimento em locais da Zona da Mata, como Juiz de Fora, onde há cerca de três anos não havia captação", comemora.

    Em 2009, a meta de crescimento é de 20%. Segundo Charles, é necessário investir na capacitação das comissões hospitalares para atingir esse objetivo. "Um dos maiores problemas é o baixo número de notificações. Por isso, precisamos reforçar nossas comissões hospitalares, que são a linha de frente do sistema." Com a medida, espera-se aumentar o número de avisos de doadores em potencial nos centros hospitalares e atingir a marca de dez doadores por milhão de habitantes.

    O diretor explica que, para atingir os objetivos estabelecidos, o custeio anual deve ser de R$ 7 milhões. Porém, esse valor ainda está sendo negociado. "Ainda não fechamos o orçamento, mas contamos com o apoio da Secretaria de Saúde do estado", garante.

    Fila de espera

    Apesar de os números apresentarem redução da fila, ela ainda é longa. Atualmente, a espera por uma córnea pode chegar a 11 meses. A meta, segundo Charles, é reduzir esse tempo para dois meses. "Desde que criamos o Banco de Olhos, em 2005, o sistema melhorou muito. Atualmente, temos cerca de 850 inscritos, o menor número até hoje", afirma.

    Em média, o MG Transplantes registra cem novos pacientes por mês na fila de espera. Para reduzir esse número, Charles faz um apelo à sociedade: "quem quer ser doador de órgãos e tecidos precisa avisar os familiares. Além disso, é preciso incentivar os profissionais de saúde a notificar o MG Transplantes no caso de doadores em potencial", conclui.

    * Patrícia Rossini é estudante de Comunicação Social da UFJF

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