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  • Índice de infestação de dengue aumenta em Juiz de Fora Secretaria de Saúde registra 48 casos este ano. Para combater a doença, 43 novos agentes começam a atuar na cidade

    Daniele Gruppi
    Repórter
    13/4/2009

    O resultado do segundo Levantamento do Índice Rápido do Aedes aegypti (Liraa) de 2009, foi divulgado nesta segunda-feira, dia 13 de abril, pela Secretaria de Saúde. O índice de infestação de dengue em Juiz de Fora aumentou nos últimos meses, subiu de 2,75%, em janeiro, para 3,51%, em março. Mesmo assim o número ainda é inferior ao apresentado no mesmo período em 2008 (3,63%). O Ministério da Saúde considera como alto risco de infestação os índices superiores a 3%.

    Para a análise, a cidade foi dividida em 17 regiões. Em dez delas, o número de infestações aumentou. Ao todo, foram encontrados 245 focos do mosquito transmissor. "Não há regiões em que não existem focos, eles estão presentes em toda cidade", declara a secretária de Saúde, Eunice Dantas.

    Nos bairos Bonfim, Santa Rita, Alto Santa Rita, Marumbi, Progresso, Borborema e Santa Paula (ver mapas), a infestação chega a 10,5%, um novo recorde registrado na cidade. No Linhares, Penitenciária, Vila Almeida, Grajaú, Nossa Senhora Aparecida e Manoel Honório (ver mapa), o índice é de 8,11%. No último Liraa, realizado em janeiro, as regiões também foram as que apresentaram maiores índices, com 7,7% e 5,6%, respectivamente.

    Juiz de Fora registra 48 casos confirmados da doença, sendo que 13 são importados, 33 autóctones e dois indeterminados. Mais de 90 suspeitas foram descartadas. Não foram notificados casos de dengue hemorrágica este ano. Apesar de o número ser três vezes inferior ao registrado em 2008, Eunice não descarta risco de epidemia na cidade.

    Ações de combate

    Foto Eunice Caldas A Secretaria de Saúde lança novas estratégias para combater a dengue. Quarenta e três agentes foram contratados. Os profissionais fazem treinamento até sexta-feira, dia 17 de abril, e entram em campo na próxima semana. O quadro passa para 139 agentes.

    Segundo o Ministério da Saúde, é necessário um agente para cada mil imóveis. Para cumprir a meta de fazer a inspeção e o combate aos focos em cem mil imóveis em 30 dias, a Prefeitura Municipal precisaria de cerca de 190 agentes nas ruas.

    A secretária afirma que analisará os números nos próximos meses e estudará a necessidade de contratação de novos agentes. Embora a realização do próximo Liraa seja em outubro, a Secretaria faz um monitoramento inteligente, em que é possível ter os dados da doença em tempo real.

    A Secretaria de Saúde também promoverá encontros com representantes de imobiliárias e com administradoras de condomínios para que eles possam ajudar no combate ao foco dos imóveis fechados. Haverá ainda reuniões com as construtoras, pois as obras são consideradas áreas de riscos.

    Uma parceria foi firmada com a Gerência Regional de Saúde (GRS) e com Secretaria de Atividades Urbanas, para que esta atue na fiscalização de locais de risco, como depósitos de pneus. Além disso, continuam as ações de mutirão de limpeza, varredura nas ruas, carreata e palestras nas escolas. "O trabalho de combate à dengue é incansável e precisa ser feito o ano inteiro."

    Participação da sociedade

    Conforme o Liraa, 52% dos focos estão nas residências. Para Eunice, é preciso comprometimento da população nessa luta. As medidas de combate exigem a participação de toda a comunidade, visando interromper o ciclo de transmissão e contaminação.

    A reprodução do mosquito Aedes aegypti ocorre em qualquer recipiente utilizado para armazenar água, tanto em áreas sombrias como ensolaradas.

    Medidas para eliminação dos locais de reprodução do mosquito
    • Tampar os depósitos de água: A boa vedação de tampas em recipientes como caixas d'água, tanques, tinas, poços e fossas impedirão que os mosquitos depositem seus ovos. Esses locais, se não forem bem vedados, permitirão fácil entrada e saída de mosquitos.
    • Remover o lixo: O acúmulo de lixo e de detritos em volta das casas pode servir como meio de coleta de água de chuva. Portanto, as pessoas devem evitar tal ocorrência e solicitar sua remoção pelo serviço de limpeza pública - ou enterrá-los ou queimá-los, onde isto for permitido.
    • Limpar os recipientes de água: Não basta trocar a água do vaso de planta ou usar um produto para esterilizar a água, como a água sanitária. É preciso lavar as laterais e as bordas do recipiente com bucha, pois nesses locais os ovos eclodem e se transformam em larvas.
    • Fazer controle químico: Existem larvicidas seguros e fáceis de usar, que podem ser colocados nos recipientes de água para matar as larvas em desenvolvimento. O método para controle doméstico da dengue em cidades grandes tem sido usado com sucesso por várias secretarias municipais de saúde e é realizado pelos agentes de controle da dengue.
    • Fonte Ministério da Saúde

    Os textos são revisados por Madalena Fernandes

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