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    Quarta-feira, 24 de junho de 2009, atualizada às 16h39

    Médicos da Prefeitura decidem pela greve por tempo indeterminado

    Guilherme Arêas
    Repórter

    Os médicos efetivos da Prefeitura de Juiz de Fora (PJF) votaram a favor da greve da categoria por tempo indeterminado a partir da próxima terça-feira, dia 30 de junho. Em assembleia realizada na manhã desta quarta-feira, dia 24, os profissionais decidiram intensificar o movimento que, esta semana, totaliza 17 dias de paralisações em pouco mais de dois meses de campanha salarial. Com a greve, apenas os 296 médicos que atuam nas unidades de atendimento de urgência e emergência deverão trabalhar normalmente.

    O estopim para a deflagração da greve foi a convocação por parte da Prefeitura de uma reunião com os médicos do Programa Saúde da Família (PSF) nesta terça-feira, dia 23. Do encontro foi tirada uma comissão que negociaria as reivindicações dos 84 profissionais do programa em Juiz de Fora. De acordo com o presidente do Sindicato dos Médicos, Gilson Salomão, o órgão não foi comunicado sobre a reunião, atitude que, segundo ele, seria uma afronta ao movimento. "As negociações não avançaram e a criação dessa comissão paralela não teve êxito."

    O secretário de Administração e Recursos Humanos, Vitor Valverde, disse que ainda não havia sido comunicado oficialmente da decisão dos médicos, mas garantiu que o sindicato foi avisado sobre o encontro. "A reunião não era sindical e, sim, trabalhista. De qualquer forma mantemos as portas abertas para o diálogo."

    Nesta quarta-feira, o Sindicato dos Médicos tenta um encontro com os cinco promotores que vêm a Juiz de Fora para discutir a questão da AMAC. O objetivo, conforme Salomão, é debater os moldes do concurso público proposto pelo Ministério Público. Os promotores propuseram a assinatura de um Termo de Ajustamento de Conduta (TAC), pedindo o rompimento do vínculo empregatício com mais de dois mil funcionários da AMAC contratados sem concurso, além da realização de uma seleção pública para o provimento dos cargos. A Secretaria de Saúde estima que cerca de 50 médicos do PSF são contratados pela AMAC e seriam diretamente afetados pelo conteúdo do TAC.

    Odontólogos seguem sozinhos

    Durou pouco menos de um mês a unificação da campanha salarial entre os médicos e dentistas da PJF. Segundo o presidente do sindicado dos Odontólogos, Ricardo Werneck, devido à baixa adesão dos dentistas às assembleias realizadas pelas duas categorias, o sindicato decidiu seguir as negociações salariais sozinho.

    O próximo passo dos profissionais é ter o aval do Sindicato dos Servidores Públicos Municipais (Sinserpu) para que os próprios odontólogos tenham autonomia para negociar as questões salariais da categoria. "A Prefeitura abriu o diálogo sobre os itens da pauta de reivindicações, mas se recusa a negociar o salário", explica Werneck.

    Entre os pontos conquistados estão a homologação do concurso público realizado no segundo semestre do ano passado e a inclusão da categoria no grupo que negocia a entrada dos odontólogos no Programa Saúde da Família.

    Os textos são revisados por Madalena Fernandes

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