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    Terça-feira, 22 de março de 2011, atualizada às 18h55

    Falta de médicos e precariedade no atendimento aos usuários das Uaps são criticadas em audiência pública

    Jorge Júnior
    Repórter
    luizcarlos

    Falta de medicamentos, precariedade no atendimento aos usuários e má conservação dos imóveis das Unidades de Atenção Primária à Saúde (Uaps). Esses foram os problemas discutidos na tarde desta terça-feira, 22 de março, em audiência pública, na Câmara Municipal de Juiz de Fora.

    O vereador proponente do encontro, Luiz Carlos dos Santos (PTC), ressaltou a importância de uma saúde de qualidade na cidade. "Já visitei várias Uaps e verifiquei que os usuários estão vivendo um drama, com a falta de médicos e de infraestrutura. A situação é lastimável."

    O vereador destacou também que, atualmente, o número de dentistas que prestam atendimento à população não é suficiente. "Apenas 131 profissionais atendem o município." Segundo Santos, o intuito é sensibilizar para conscientizar.

    De acordo com o conselheiro comunitário municipal do bairro Esplanada, Pedro Alcântara, a situação da Uaps do local é precária. "O mato está grande e falta medicamento." Alcântara conta que outra dificuldade do local é a marcação de consultas que só ocorre na segunda-feira, atrasando o atendimento dos pacientes. "Estamos precisando de médicos na área de psiquiatria, psicologia e ortopedia", revela.

    "Para conseguir marcar uma consulta nós temos que chegar às 2h da madrugada", afirma a moradora do bairro Granjas do Triunfo, Maria Eunice Toledo, que também reclama da falta de médicos na localidade. A representante do bairro Chapéu D'uvas, Silvana Aparecida Pinheiro diz que, na Uaps da região, não tem espaço suficiente. "Tem que entrar uma pessoa de cada vez para ser atendida." O vereador Antônio Martins (Tico-Tico - PP) acredita que as Uaps devem realizar reuniões com a Secretária de Saúde para informar das necessidades de cada local.

    Soluções

    O secretário de Obras da Prefeitura Municipal de Juiz de Fora (PJF), Jefferson Rodrigues Júnior, afirmou que existem 59 Uaps construídas, oito reformadas, seis sendo ampliadas e reformadas e nove em processo de licitação.

    De acordo com a Subsecretaria de Atenção Primária da PJF, Adriana Moreira de Carvalho, foram realizados cinco processos seletivos para a contração de médicos, mas não foi possível preencher todas as vagas. "Faltam profissionais querendo trabalhar com atenção primária." Adriana conta que a Empresa Municipal de Pavimentação e Urbanização (EMPAV) faz a manutenção das Uaps de acordo com a necessidade. Sobre a falta de medicamentos, a subsecretária afirma que, na maioria das vezes, o atraso é dos fornecedores do remédio.

    Os textos são revisados por Thaísa Hosken

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