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    Quinta-feira, 8 de setembro de 2011, atualizada às 19h06

    Prefeitura privatiza serviços telefônicos do Samu para cumprir carga horária legal

    Clecius Campos
    Subeditor
    Foto de ambulância

    A Prefeitura de Juiz de Fora (PJF) privatizou o serviço de atendimento telefônico do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu), a fim de cumprir a carga horária máxima do profissional de teleatendimento. Os servidores que já atuavam no local faziam uma carga horária de 12 horas, com o direito à penosidade. No entanto, a legislação só permite a jornada de seis horas. Dessa forma, todos os servidores públicos que faziam o atendimento no local foram remanejados para outros departamentos da Urgência e Emergência e substituídos por contratados.

    Segundo informado pelo diretor do Sindicato dos Servidores Públicos Municipais (Sinserpu), Amarildo Romanazzi, a decisão do Executivo levou em conta a necessidade de se manter a remuneração dos atuais servidores. "Se fosse necessário rever o horário do servidor, o trabalhador teria prejuízo financeiro. Para que isso não ocorresse, a Prefeitura optou pela substituição e terceirizou o serviço." De acordo com Romanazzi, a mudança foi discutida com o sindicato e repassada aos funcionários.

    No entanto, de acordo com a vice-presidente da Associação dos Servidores Públicos de Urgência e Emergência da Saúde de Juiz de Fora (Ameta), Valéria Antonelli, a privatização pegou os servidores de surpresa. Segundo ela, os novos funcionários chegaram há duas semanas, sem que nenhum aviso de substituição fosse dado aos servidores. "Estavam todos trabalhando e, de repente, chegou uma turma de pessoas. Foi uma situação bem chata."

    De acordo com Valéria, a chegada dos funcionários gerou ainda um certo tumulto, uma vez que, eles não estariam tão bem treinados quanto os que atuavam no Samu. "A forma de contato via rádio está dificultada. Os atendentes não sabem usar bem os termos técnicos. Até alguns médicos da Central de Regulação estão reclamando. Os servidores antigos estavam mais acostumados a lidar com a população, a identificar os trotes." Segundo Valéria, os servidores que atuavam no Samu foram transferidos para outros setores da Prefeitura.

    O Portal ACESSA.com solicitou esclarecimento sobre a terceirização do serviço à assessoria de comunicação da Prefeitura de Juiz de Fora (PJF) na última terça-feira, 6 de setembro, e até esta quinta-feira, 7, não recebeu retorno sobre o caso. A Ameta pretende realizar uma reunião, na próxima quarta-feira, 14 de agosto, em que serão discutidas que providências podem ser tomadas sobre o assunto.

    Os textos são revisados por Thaísa Hosken

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