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    Quarta-feira, 1 de fevereiro de 2012, atualizada às 19h17

    Médicos denunciam precariedade em infraestrutura de atendimento do PAI

    Da Redação
    Foto de criança sendo atendida

    A precariedade na infraestrutura do Pronto Atendimento Infantil (PAI) foi alvo de denúncia assinada pelo Sindicato dos Médicos de Juiz de Fora e encaminhada ao Ministério Público Estadual, à delegacia local do Conselho Regional de Medicina (CRM) e ao Conselho Municipal de Saúde. Segundo o secretário-geral do Sindicato dos Médicos, Geraldo Sette, as reclamações estão contidas em uma carta elaborada por profissionais da unidade e foram confirmadas pela diretoria do sindicato.

    Entre as denúncias, o documento aponta deficiências em consultórios médicos, onde faltariam, inclusive, pias para lavar as mãos. "Há também um problema quanto ao acesso ao segundo andar do PAI. A escada é íngreme e estreita. Não há nenhuma alternativa de acessibilidade para pessoas com alguma deficiência. Além disso, quando chove, a área da escada fica inundada, o que expõe funcionários, acompanhantes e pacientes a riscos." Segundo as denúncias, insetos e roedores seriam frequentes em banheiros, consultórios e na cozinha da unidade.

    De acordo com a carta, desde 30 de maio de 2011, o PAI não teria aparelho de raio X, obrigando pais e pacientes a se deslocarem para outras unidades, às vezes apenas para fazer o exame e retornar ao PAI. A unidade careceria ainda de laringoscópio com lâminas de tamanho adequado para crianças menores e recém-nascidos, reanimador pulmonar infantil (ambu) e aspiradores.

    Além dos problemas estruturais, os sindicalistas denunciam a existência de escalas incompletas, principalmente nos finais de semana. "A falta de profissionais acaba sendo um problema grave, pois gera uma grande sobrecarga para os colegas que trabalham lá. Isso porque, quando os pais consideram que as crianças têm doenças mais urgentes, acabam levando para o PAI ou para as Regionais Leste e Norte. E em todas há escalas incompletas nos finais de semana. As UPAs [Unidades de Pronto Atendimento] não resolvem a demanda."

    A demanda exagerada por atendimentos, segundo Sette, resultaria em cenas de desrespeito aos profissionais, em estresse e em adoecimento do médico. As reclamações dizem ainda de falta de segurança no trabalho, pois não haveria a presença de policiais ou de guardas para tratar de situações constrangedoras ou de violência. De acordo com o sindicalista, a entidade aguarda o pronunciamento das autoridades às quais foram encaminhadas as denúncias.

    A assessoria de comunicação da Secretaria de Saúde (SS) afirma que não há falta de laringoscópio, ambu e aspiradores no PAI. Os exames de raio X prescritos no PAI não estão deixando de ser feitos, sendo realizados em outras unidades. Sobre o problema de inundação na área da escada de acesso ao segundo andar, a SS informa que uma equipe de manutenção está no local realizando os reparos. A assessoria lembra ainda que existe uma proposta de transferência do PAI para outro imóvel a ser alugado pela Prefeitura. A busca por um novo local já foi iniciada.

    Os textos são revisados por Mariana Benicá

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