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    Médicos protestam contra operadoras de planos de saúde

    Juiz de Fora tem repasse dos valores abaixo da média nacional. Entre 1,5 mil e 2,5 mil médicos da cidade são conveniados

    Nathália Carvalho
    *Colaboração
    25/4/2012
    Médicos

    O Sindicato dos Médicos de Juiz de Fora realizou um ato público contra as operadoras de planos de saúde na manhã desta quarta-feira, 25 de abril. A manifestação ocorreu na sede da Sociedade de Medicina e Cirurgia de Juiz de Fora, na rua Braz Bernardino, Centro, e faz parte de uma mobilização nacional pelo Dia Nacional de Advertência. O objetivo principal, segundo os médicos, era esclarecer para a população sobre a situação atual vivida pelos profissionais conveniados aos planos.

    "Estamos dando cartão amarelo para as empresas de plano de saúde. A situação está complicada há anos e precisamos de melhorias, principalmente no repasse dos valores obtidos das consultas para os médicos, que não está sendo respeitado e atualizado", explica o presidente do Sindicato dos Médicos de Juiz de Fora, Gilson Salomão. Segundo ele, o dia de hoje não foi marcado por paralisação médica e o sistema de saúde pública está operando normalmente.

    De acordo com o delegado regional do Conselho Regional de Medicina (CRM) de Minas Gerais em Juiz de Fora, José Nalon de Queiroz, existem cerca de 2,5 mil médicos na cidade e, dentro desse número, cerca de 1,5 mil são conveniados em, pelo menos, um plano de saúde. "A maioria dos médicos trabalha com uma grande empresa, que possui o maior número de associados. Precisamos que esses profissionais expliquem a situação para seus pacientes e, caso alguém faça paralisação, que sejam remarcadas as consultas".

    Reivindicações

    Entre as principais reivindicações dos médicos,  segundo Salomão, está o pedido de atualização dos vencimentos dos valores pagos pelas operadoras, o respeito à atualização da tabela de Classificação Brasileira Hierarquizada de Procedimentos Médicos (CBHPM) e a não interferência no trabalho médico. Além disso, os profissionais propõem uma efetiva contratualização, ou seja, acordo entre empresa e médicos com aval da Agência Nacional de Saúde (ANS), para que fiquem definidas as datas de reposição de valores-base obtidos.

    "Os valores repassados pelas empresas estão defasados. Queremos que respeitem as atualizações e paguem as atrasadas, que já somam quase dez anos", explica Salomão. Nalon comenta, ainda, a respeito do lucro das empresas em contradição com os benefícios dos médicos. "Do ano de 2000 para cá, o lucro das empresas aumentou em 150%, enquanto o dos médicos não ultrapassou os 50%. Apenas em 2011, as operadoras obtiveram um lucro de cerca de R$ 72 bilhões, essa é a média. Queremos que a sociedade saiba desse problema e esperamos que a regularização traga benefícios na qualidade do serviço de saúde no país".

    Em Juiz de Fora, a situação é ainda mais agravante. "Os valores de repasse aqui na cidade são abaixo da média nacional e variam entre R$ 30 e R$ 50. Em outros estados, esse valor chega a R$ 80. Queremos negociar valores mais altos, visto que as consultas particulares não saem a menos de R$ 120, podendo chegar a R$ 160, dependendo da área médica", pontua Nalon.

    Abrangência nacional

    Nesta quarta, as lideranças médicas nacionais participaram de uma audiência na sede da ANS, no Rio de Janeiro, para entrega das propostas da categoria para normatizar os critérios para contratação de profissionais pelas operadoras. "Essa atuação nacional é importante porque queremos uma negociação, estabelecer critérios que sejam seguidos. Vamos esperar até junho para um posicionamento dessas empresas e, em seguida, decidiremos quais serão os próximos passos", explica Salomão.

    Além das reivindicações já enumeradas, o documento nacional propõe que o atraso no pagamento obrigará a operadora ao pagamento de multa e atualização monetária ao dia. Além disso, a operadora deverá fornecer aos médicos o extrato mensal detalhado de prestação de serviços e deve disponibilizar um canal direto de comunicação entre ambas as partes. Outra exigência é de que os serviços prestados sejam pagos em até 30 dias corridos do faturamento.

    *Nathália Carvalho é estudante do 8º período de Comunicação Social da UFJF

    Os textos são revisados por Mariana Benicá

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