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    Segunda-feira, 27 de abril de 2015, atualizada às 15h22

    Prefeitura admite excesso no caso de suspeita de ebola em Juiz de Fora

    Lucas Soares
    Repórter

    Em coletiva à imprensa realizada nesta segunda-feira, 27 de abril, a Subsecretária de Vigilância em Saúde da Prefeitura de Juiz de Fora (PJF) admitiu que houve excessos na condução do caso de suspeita de ebola, acontecido no último sábado, 25, na UPA Norte.

    De acordo com o epidemiologista da subsecretária, Marcos Moura, a UPA Norte pode ter exagerado no caso. "Às vezes se queixa muito da saúde quando não há médicos ou quando o paciente não é atendido, mas quando o paciente é atendido, mesmo que em excesso, a gente testa o sistema. Em poucas horas, toda a cadeia de diagnóstico e prevenção de ebola foi feita de maneira correta. O Brasil todo foi alertado, os passageiros do voo foram rastreados e parece que o sistema funciona. O excesso de zelo não é ruim, o que é ruim é o paciente chegar na porta da unidade e ficar sem atendimento", conta.

    Segundo Moura, que é clínico geral, o paciente voltou à unidade ainda no sábado e foi novamente avaliado. "A primeira pessoa que atendeu o paciente teve a suspeita, baseado na conduta clínica e na experiência dela, sugeriu o ebola. Toda vez que se sugere uma doença exótica e infecciosa, é necessário que se faça um protocolo internacional, não é diferente de outras cidades. Eu realizei o segundo atendimento e ele falou que não tinha mais febre e não estava mais indisposto. Ele se reapresentou à unidade e houve todo o problema na conduta do caso dele. Eu reavaliei desta maneira: ele é tabagista e tinha relatado que no dia anterior teve febre. Esse protocolo inclui isolamento, afastamento, diagnóstico e finalização do caso. Quando eu fui atendê-lo, já tinha sido descartado pelo Ministério da Saúde. Vamos esclarecer isso", revela.

    Para o subsecretário de Vigilância em Saúde, Rodrigo Almeida, a missão principal da pasta é precaver os moradores da cidade. "Todo excesso de cautela é necessário para que se prove que não há risco. Após serem realizados todos os procedimentos de rotina, nós recebemos um documento de Belo Horizonte, chancelado pelo Ministério da Saúde, nós pudemos reabrir a UPA sem que houvesse o menor risco à população. Foi um excesso da unidade, mas nós vamos tranquilizar a população. Enquanto vigilância em saúde, nós temos que fazer todos os procedimentos e protocolos que são obrigatórios", diz.

    Moura esclarece que outras hipóteses também já foram descartadas. "Ele não chegou a ser internado. Está bem. Foi reavaliado hoje, mas não apresentava nenhum quadro clínico atípico. Ele esteve aqui na Subsecretaria, por orientação minha, e não tem nada. Ele quer estar com a família, comemorando, já que trabalha longe e fica meses sem vê-los. Hoje ele não teve queixa alguma", garante.

    Entenda o caso

    No último sábado, 25, a UPA Norte ficou fechada por cinco horas após um paciente ter se apresentado com sintomas semelhantes aos causados pelo vírus ebola. O homem, natural de Juiz de Fora, trabalha em uma empresa multinacional e havia chegado da Angola na última quinta, 23. O funcionamento na unidade segue normal.

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