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    Quarta-feira, 17 de junho de 2020, atualizada às 8h

    Especialistas orientam como cuidar de pacientes da Covid-19 isolados em casa

    Da redação


    A pandemia da Covid-19 tem alterado a rotina dos brasileiros desde março de 2020. Muitas vezes, aqueles contaminados pelo vírus precisam realizar o isolamento social dentro da própria casa. Pensando nisso, especialistas da Universidade Federal de Juiz de Fora (UFJF) orientam sobre os principais cuidados e quais são os impactos de uma pessoa contaminada convivendo entre familiares.

    Quando alguém contaminado pelo novo coronavírus precisa se isolar em casa, as precauções com a higiene e os limites do espaço de convívio são essenciais para que se evite novos contágios. De acordo com o professor Rodrigo Souza, infectologista do Hospital Universitário (HU/Ebserh/UFJF), “as recomendações começam no quarto, que deve ser individual e bem ventilado. Em casas pequenas, a pessoa pode ficar isolada em um cômodo específico. O ideal é que a circulação do paciente seja nula, evitando a contaminação de outros ambientes. Ele deve ficar separado e com deslocamento limitado. Quando a separação de cômodos não for possível, deve-se manter distância de pelo menos um metro dos demais habitantes.”

    Os cuidados se estendem, por exemplo, na necessidade de ter um banheiro exclusivo para a pessoa contaminada. Todas as superfícies tocadas devem ser posteriormente higienizadas, como maçanetas e torneiras. Essa higienização deve ser feita pela pessoa mais saudável e com menos riscos de contaminação. Pratos, talheres, roupas, toalhas e lençóis também devem ser lavados separadamente. A higienização das mãos várias vezes ao dia e o uso de máscaras continuam sendo medidas importantes.

    O professor ressalta a importância do diagnóstico em casos de quarentena em casa: "se for feito precocemente, existe uma possibilidade de as pessoas não adquirirem a doença, devido às separações e precauções que devem ser realizadas. Se o diagnóstico for feito tardiamente, o risco aumenta. Existem muitos casos em que a pessoa adquire o vírus quando ainda está assintomática, o que impossibilita essa preparação prévia.”

    Além disso, ter alguém diagnosticado com Covid-19 em casa pode exigir muito dos familiares no quesito psicológico. O cuidador em geral enfrenta uma sobrecarga muito significativa, sendo observados impactos na saúde mental muitas vezes maiores do que nos próprios familiares adoecidos. É fundamental então que este cuidador busque realizar os cuidados que têm sido tão preconizados em tempos de pandemia.

    Autocuidado

    Segundo a psicóloga e professora da UFJF, Fabiane Rossi, “cuidar do outro não deve inviabilizar o autocuidado; que inclui a organização de uma rotina de cuidados com o sono e com o corpo (alongamento, exercícios adaptados); meditação; realização de atividades que tragam tranquilidade; e o esforço em evitar o excesso de informações e de hábitos prejudiciais à saúde, obviamente dentro da realidade de cada família.”

    “No que diz respeito à angústia decorrente desta vivência, é importante que o cuidador busque, além de proporcionar os cuidados com a medicação e alimentação, ter espaços virtuais de contato e suporte com o familiar adoecido, o que pode amenizar a sensação de desamparo, de insegurança e de isolamento para ambas as partes.”, ressalta.

    Com informações da UFJF

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