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    Sexta-feira, 10 de julho de 2020, atualizada às 10h08

    Nota técnica da UFJF mostra que Juiz de Fora atinge recorde semanal de Covid-19

    Da redação

    O grupo de modelagem epidemiológica da Covid-19, formado por pesquisadores da Universidade Federal de Juiz de Fora (UFJF), publicou esta semana sexta nota técnica a respeito da disseminação e controle do vírus na cidade em Juiz de Fora. O grupo busca analisar dados de diversas fontes oficiais sobre a pandemia de Covid-19 em de Juiz de Fora e macrorregião Sudeste de Minas Gerais, fazendo comparações com dados semelhantes do estado de Minas Gerais e do Brasil.

    De acordo com a nota, no dia 20 de junho, Juiz de Fora tinha 1258 casos confirmados e, segundo com a Prefeitura de Juiz de Fora, registrava 46 vidas perdidas. Estes números evoluíram para 2244 confirmados e 63 óbitos no dia 4 de julho, representando aumentos de 78,4% e 37%, respectivamente. Na 27ª semana epidemiológica (28 de junho a 4 de julho), Juiz de Fora atingiu o recorde semanal desde o início da pandemia, com 626 novos casos.

    O grupo notou ainda um processo de aceleração das taxas de crescimento do número de casos acumulados em Juiz de Fora e na macrorregião Sudeste (Além Paraíba, Carangola, Juiz de Fora, Leopoldina/Cataguases, Lima Duarte, Muriaé, Santos Dumont, São João Nepomuceno/Bicas e Ubá), ficando ao redor de 3,6% para Juiz de Fora e de 4,7% para a macro Sudeste.

    “Essa aceleração se deu a partir da 25ª semana epidemiológica, ou seja 14 a 20 de junho. Esse padrão de aceleração persiste no período de análise da nota que foi até 4 de julho”, reforça Isabel Leite, uma das autoras do documento. A taxa de crescimento do número de óbitos continua apresentando grande oscilação ao longo do tempo tendo alcançado 11% em Juiz de Fora e 10% na macro Sudeste no dia 3 de julho.

    As curvas de ocupação total de leitos de enfermaria e UTI no município apresentam crescimento constante, com pequenas oscilações. Segundo a nota, houve pequena queda no número médio de leitos ocupados, mas a tendência ainda é de crescimento. De acordo com Isabel, o padrão de crescimento de casos é mais expressivo do que o de ocupação de leitos, sugerindo que a maior parte dos infectados faz parte da população economicamente ativa, ou seja, mais jovem e, potencialmente, com menos comorbidades. “Consequentemente, os serviços de enfermaria e de UTI são menos utilizados por essa população. Dado bom para o sistema de saúde, mas não podemos esquecer o potencial dessas pessoas de disseminar o vírus, inclusive para os mais vulneráveis”, lembra.

    Um indivíduo infectado pode produzir mais de um caso secundário

    O Número de Reprodução Efetivo (Rt) estimado para o município alcançou o valor de 1,7 no dia 23 de junho, 1,6 no dia 3 de julho e era de 1,5 no dia 4 de julho. Quando considerados os dados da macro Sudeste como um todo, o Rt foi de 1,6 no dia 26 de junho e de 1,2 no dia 4 de julho. De acordo com a Organização Mundial de Saúde valores de Rt menores que 1 é uma das condições para que a pandemia esteja sob controle. Essa medida indica o número de casos secundários produzidos em média por um indivíduo infeccioso em uma população onde nem todos são suscetíveis.

    “Considera-se, quando combinado com outros indicadores como o número de casos, número de óbitos, taxa de ocupação de leitos, por exemplo, que uma pandemia está sob controle quando o Rt é menor do que 1 de forma persistente”, explica Marcel Vieira, um dos integrantes do grupo e desenvolvedor da Plataforma JF Salvando Todos.

    Previsões anteriores são superadas

    Na nota, também são apresentadas as previsões passadas em comparação com o que foi observado, como uma forma de se avaliar o desempenho dos modelos e mesmo detectar mudanças no cenário, uma vez que estes são totalmente baseados em dados. Pela primeira vez, o modelo subestimou o real número de casos confirmados. A inclinação da curva do número de casos confirmados foi maior que a prevista anteriormente, indicando uma mudança de regime. Na Nota Técnica 5, a previsão para o dia 4 de julho foi de 1817 casos, com intervalo de predição de 95% de cobertura dado por (1738; 1952). Porém o observado foi de 2244 casos, uma diferença de 427 casos (23% casos a mais que o previsto). São previstos 3993 casos acumulados até 17 de julho, ou 1749 novos casos desde 4 de julho.

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