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    Terça-feira, 19 de fevereiro de 2008, atualizada às 12h11

    TV por assinatura sem fio e em formato digital começa a funcionar em Juiz de Fora, após dois anos em operação "às escondidas" e já gera 60 empregos


    Priscila Magalhães
    Repórter

    A TV por assinatura em formato digital chegou oficialmente à Juiz de Fora, nesta terça-feira, 19 de fevereiro. Segundo o diretor geral da empresa, Carlos Barreiros, a tecnologia empregada é a que existe de mais moderna.

    A empresa utiliza o Serviço de Distribuição de Sinais Multiponto Multicanal (MMDS), na freqüência de 2500 - 2686 MHz. Ou seja, transmissão sem fio, com utilização da faixa de microondas, que atinge um raio de 35 quilômetros.

    "Com esta tecnologia, não poluímos o meio ambiente, pois não escavamos e não temos que passar fios. Além disso, entregamos o melhor conteúdo, com qualidade de som e imagem de DVD", garante Barreiros. O investimento da empresa chega a cerca de R$ 12 milhões na cidade e 60 postos de trabalho diretos e indiretos já foram criados.

    "O investimento projetado para a cidade é de cerca de R$ 30 milhões. Até o primeiro trimestre do ano que vem, vamos implantar a tecnologia Wimax, de internet sem fio, e para o segundo semestre de 2008 já vamos colocar o sistema de telefonia no mercado", completa.

    Segundo Barreiros, o mercado de banda larga não está sendo bem explorado, no Brasil. "O índice de penetração da TV por assinatura é de 11% no país, enquanto em Juiz de Fora é de 5%. Aqui, falta concorrência e qualidade. Vamos competir com o que está sendo oferecido hoje, em termos de preço", explica.

    Canais da programação local também podem fazer parte do pacote de transmissão. "Tudo vai continuar como hoje e se, na cidade, houver produção, vamos querer disponibilizar, desde que nos entregue o sinal", diz.

    Autorização para exploração da banda

    Foto de Carlos Barreiros A autorização para a empresa explorar a tecnologia MMDS em Juiz de Fora foi concedida há oito anos, em 2000, através de licitação, dando direitos, a ela, de explorar a faixa de microondas na cidade. No Portal Anatel há a informação de que a TV estaria funcionando desde fevereiro de 2006. Porém, como noticiou o Portal ACESSA.com em matéria publicada em 13 de dezembro de 2007, este serviço ainda não estava à disposição dos juizforanos.

    Segundo Barreiros, a empresa estava atuando "de forma escondida", pois não compensava lançar um produto que não fosse digital. "Seríamos piores que os outros que já existiam aqui se comercializássemos o serviço analógico. Agora, estamos oferecendo a melhor tecnologia e qualidade que existem", reforça.

    Ainda segundo o diretor geral da empresa, existia uma barreira de entrada na cidade. "Nosso objetivo era comprar um terreno e construir uma torre nossa. Porém, as leis do município proibiam e a solução foi compartilhar o espaço no Morro do Cristo".

    Ele comenta que a Anatel fiscaliza as empresas que possuem autorizações. "Ela faz as fizcalizações cabíveis para assegurar que nosso serviço tenha a qualidade exigida por ela mesma".

    A Anatel não licita este espectro desde o ano de 2000. Portanto, não existe área a ser regulamentada no Brasil. Conseqüentemente, todos os prazos estipulados pela Norma 002/94-REV97, referente ao serviço MMDS, já foram ultrapassados, não só em Juiz de Fora, como na maioria das localidades do país. Cabe à Anatel aplicar as penalidades às empresas que não cumprirem o prazo.

    Segundo a assessoria de imprensa da Anatel, o Procedimento para Apuração de Descumprimento de Obrigações (Pado) em desfavor da empresa, para apurar se houve ou não infrações, ainda está em andamento. As penalidades referentes às irregularidades, como a não comercialização do serviço, o uso não racional e ineficiente de radiofreqüência, infrações ao direito do consumidor e transmissão de sinal sem codificação, vão ser aplicadas ao final do processo.

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