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    Audiência reúne clientes juiz-foranos insatisfeitos com os serviços da SIM

    Ao todo, mais de 50 pessoas possuem algum tipo de reclamação com relação à empresa. Os problemas vão desde cobrança indevida até suspensão irregular

    Andréa Moreira
    Repórter
    13/7/2012
    Audiência

    Na tarde desta sexta-feira, 13 de julho, cerca de 20 clientes juiz-foranos da empresa SIM, que oferece serviços de TV por assinatura, internet banda larga e telefonia, participaram de uma audiência pública, na Agência de Proteção e Defesa do Consumidor (Procon), para tentar resolver os problemas atribuídos à empresa. Ao todo, mais de 50 pessoas possuem algum tipo de reclamação contra a SIM na cidade. Os problemas vão desde cobrança indevida até a suspensão irregular dos serviços.

    Um dos consumidores lesados é o aposentado Paulo Alvim. "Estou recebendo cartas de cobrança, sendo que todas as faturas estão pagas. Isso é muito constrangedor, pois sempre pago as minhas contas em dia e não gosto de ter meu nome associado à falta de pagamento. Também não entendo como uma empresa pode mandar uma carta de cobrança e não informar a que período se refere", diz.

    Transtorno semelhante enfrenta a auxiliar de escritório Maria Luciana Gomes. "Além das cobranças indevidas, fiquei dias sem o serviço de internet. Mas o que mais me irritou era não conseguir falar com o Serviço de Atendimento ao Cliente [SAC] da empresa. Ficava no telefone por vários e vários minutos e a única coisa que consegui ouvir foi a propaganda da SIM", afirma.

    Já o estudante Victor Rihan Mendes relata que contratou o serviço da empresa em março deste ano e, desde então, sofre com as alterações de velocidade na internet. "Comecei a anotar e percebi que as oscilações eram constantes. Além disso, constatei que por mais ou menos 20 minutos a velocidade atinge seu máximo, que é de dois megas, o que corresponde a dois mil kilobytes por segundo (KBPS). Mas depois, por cerca de duas horas, a velocidade fica em 800 KBPS, o que é muito estranho. Isso acontece diariamente e eles não conseguem me explicar o motivo."

    Transtornos como este levaram o empresário José Pereira a cancelar o serviço da empresa. "Recebi várias cobranças indevidas e me chamaram de inadimplente, até que a empresa cortou o meu sinal, sendo que tudo estava pago. Liguei para eles, informando que eles estavam errados, então me pediram para justificar meus pagamentos em três vias. E eu fiz isso, mas de nada adiantou. Por isso quero cancelar o serviço." Com essa situação, Pereira enfatizou que vai entrar com um processo contra a SIM, mas não quer dinheiro. "Vou doar tudo para uma instituição de caridade. O que eu quero é não passar mais raiva", desabafa o empresário, que finaliza dizendo que a empresa tem que ter uma conduta profissional e oferecer um serviço de qualidade.

    Empresa é alvo de reclamações constantes

    De acordo com o superintendente do Procon, Carlos Alberto Gasparette, esta empresa, há anos, é alvo de reclamações. "A SIM é a antiga NET e sempre tivemos problemas com ela. O que vemos aqui hoje é uma reincidência muito séria, pois os problemas se repetem há muito tempo, de forma sistemática. Se estes problemas continuarem, teremos afetada a credibilidade do Procon", destaca.

    Para tentar solucionar os transtornos, estava presente à audiência pública o promotor de Justiça de Defesa do Consumidor, Plínio Lacerda, que levantou alguns pontos que devem ser solucionados pela empresa. "Primeiro quero saber se a SIM irá oferecer compensações para os consumidores lesados. Também quero o compromisso imediato da empresa retirar essa publicidade. Em um terceiro ponto, quero saber se a empresa irá contratar mais técnicos para prestar assistência aos consumidores. E por fim, quero o encaminhamento dos investimentos que a empresa fará. O cumprimento ou descumprimento destes itens fará com que eu me decida em oferecer ou não denúncia contra a empresa".

    A empresa

    O diretor de Marketing e Produtos da SIM, Marcelo D'Antoni, representou a empresa na audiência pública. De acordo com o diretor, a empresa, por dez ou 12 anos, foi abandonada, sucateada e roubada, por isso não havia investimentos. "Há três anos, um novo grupo assumiu a empresa e estamos em um processo de melhoria e aperfeiçoamento da qualidade dos nossos produtos." Sobre as cobranças indevidas, D'Antoni informa que houve uma troca de arquivos nos bancos. E que, por isso, alguns clientes adimplentes foram confundidos com inadimplentes. "Já detectamos o problema para solucionar. Mas os clientes que sofreram cobrança indevida terão todos seus direitos garantidos e serão ressarcidos", afirma.

    O diretor ressalta, também, que a empresa irá contratar mais funcionários para atender aos clientes. "Somos uma empresa 100% brasileira, com mais de 900 funcionários e queremos atender o nosso cliente da melhor forma possível."

    Sobre sinal ruim do serviço de Internet, o diretor disse que eles estão amparados pela legislação da Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel). "Quando o cliente contrata uma velocidade de internet, esta velocidade é mega compartilhada. E, de acordo com a resolução da Anatel, qualquer empresa tem a obrigação de oferecer 10% desta velocidade."

    Nova audiência

    Uma nova audiência será marcada com o presidente da SIM, Carlos Alberto Becker, e o promotor Plínio Lacerda, para o dia 20 ou 27 de julho, para tentar oferecer uma solução que atenda todo o grupo. "Mas teremos audiências individuais, que tratarão caso a caso. Vamos fazer um mutirão e tentar resolver todas no dia 17 de julho", explica o superintendente do Procon.

    Os textos são revisados por Mariana Benicá

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