Crise financeira muda os destinos para intercâmbio Antes de tomar a decisão sobre o destino e tipo de intercâmbio, é indicado que se leia bastante sobre o país para onde se pretende viajar


Daniele Gruppi
Repórter
6/4/2009

Mesmo em tempos de crise financeira, os jovens interessados em dar uma valorizada no currículo e um gás na aprendizagem de uma nova língua não desistem da possibilidade de fazer intercâmbio. Para quem está à procura de um programa, vale ficar atento à escolha do destino e à oferta de pacotes com preços mais econômicos por parte das agências.

Atualmente, os Estados Unidos, que sempre foram os mais populares entre os intercambistas, perdem espaço para outros destinos, como Austrália, Canadá e Nova Zelândia. "O dólar canadense e o australiano variaram pouco com a crise e é uma moeda mais barata", explica a consultora de viagem Giuliana Temponi Gomes.

A jornalista Renata Solano (foto abaixo) decidiu viajar para a Austrália em novembro de 2008, época em que a crise estourava. Ela conta que o seu objetivo com a viagem é aprender inglês e, de quebra, desfrutar da oportunidade de conhecer o país. "Desde o inicio da faculdade, queria fazer intercâmbio, mas sempre protelava. Entre estágios e namoros, deixava tudo para lá! Com a conclusão do curso, percebi que a hora tinha chegado."

Segundo Renata, o que pesou na escolha pela Austrália não foi o preço da moeda, mas o fato de o país ter clima parecido com o Brasil. Para pagar os custos com alimentação e moradia, ela precisa trabalhar. "A crise afetou esse lado do mundo. Moro numa homestay e a familia comenta, sim, sobre a crise mundial e também vejo algumas coisas na televisão sobre o assunto. Está muito difícil conseguir emprego por aqui."

Dicas para o intercambista

Foto de Renata procuramdo emprego A variedade de modalidades de intercâmbio internacional é muito grande. Há ofertas de cursos de idiomas, de graduação, de especialização e de experiências profissionais. Antes de tomar a decisão sobre o destino e o tipo de programa, é indicado que se leia bastante sobre o país onde se pretende estudar e/ou trabalhar.

A agente de viagem Mônica Picorelli (foto abaixo) afirma que a procura por intercâmbio está concentrada na faixa etária entre 18 e 30 anos. Ela diz ainda que na agência onde trabalha, os cursos de língua - a maioria de inglês – são os mais requisitados pelos intercambistas.

Conforme o diretor de agência de viagem Iru Justiniano, o ideal é que o intercambista procure programas ou destinos em que possa conciliar estudo com trabalho. Para ele, o jovem não pode selecionar o emprego, deve aceitar as oportunidades. "Mesmo que o trabalho não agrade, a pessoa deve aceitar para fazer contatos e conseguir, depois, uma coisa melhor."

Se a opção for por intercâmbio de trabalho remunerado no exterior, Giuliana aconselha ir com o emprego arrumado. "Os empregadores vêm ao Brasil e contratam os interessados." Outra dica da consultora é planejar a viagem com antecedência. "Se for para estudo, a preparação deve começar no mínimo três meses antes. Se for para trabalhar, quanto antes decidir é melhor, para garantir o emprego." Ela diz ainda que todo intercambista deve levar uma grana extra para não passar aperto, se acontecer algum problema.

Reflexos da crise

Foto de Renata procuramdo emprego Segundo Mônica, o setor sente impactos da variação do dólar. Desde setembro, ela percebe uma queda de 20% na procura por intercâmbio. Para Iru, o período crítico para o setor foi de outubro a dezembro. "Nesses meses, o medo e a insegurança por não saber direito o que estava acontecendo afastaram os intercambistas."

No entanto, ele afirma que o ano de 2009 começou com pé direito. "As pessoas relaxaram e voltaram a se interessar pelo intercâmbio. Desde janeiro, o movimento na agência tem sido surpreendente." Para evitar que a crise econômica prejudique as vendas de pacotes, o estabelecimento onde Giuliana trabalha pretende apostar nas promoções e nas facilidades de pagamento para conquistar os clientes.

Para onde ir
  • África do Sul: A exótica beleza africana circula livremente entre a cidade e as paisagens selvagens, num país de contrastes e muita diversão. É um país jovem, com uma grande diversidade de cultura, povos e tradições.
  • Alemanha: Arte, comida e a melhor cerveja do mundo. Na Alemanha, encontram-se motivos de sobra para aprender a língua e a cultura de um país reerguido às polegadas. É a terra de grandes personalidades, entre elas Goethe e Beethoven.
  • Austrália: Apesar de ser o sexto do mundo em extensão territorial, a Austrália tem apenas 21 milhões de habitantes. A maioria deles concentrada na costa leste do país, onde ficam de Sydney, Melbourne, Brisbane e a capital Canberra, opções para quem busca aliar estudos a experiências culturais.
  • Canadá: País em que há duas línguas convivendo lado a lado, o inglês e o francês. É bastante procurado por brasileiros que querem fazer curso no exterior. Os preços são mais baixosm comparados aos Estados Unidos e à Europa, pois o dólar canadense geralmente é mais baixo do que o americano.
  • Espanha: A Espanha é um país cheio de emoções fortes, sejam elas causadas pelas touradas ou pela energia transmitida pelo flamenco. Mas o país tem mais a oferecer. Sua herança é rica em monumentos, palácios e fortalezas, que são vistas na sua população e em seu vocabulário.
  • Estados Unidos: Os Estados Unidos são o principal destino de brasileiros interessados em fazer intercâmbio. A nação, que influencia política e culturalmente vários países do mundo, é também lugar de rara beleza natural e de várias opções de lazer. Lá o estudante conhece o modelo educacional americano, que incentiva a permanência dos alunos no ambiente escolar.
  • França: Andar pela França olhando para os lados é colecionar peculiaridades. Fazer intercâmbio na França é uma experiência cultural das mais intensas. Afinal, quantos países no mundo podem reivindicar o título de capital internacional da gastronomia, da moda, da cultura e das artes?
  • Irlanda: Politicamente, a ilha se divide em Irlanda do Norte (pertencente ao Reino Unido) e República da Irlanda. O país possui uma história rica e um modo de viver encantador. Paisagens misteriosas, bares calorosos e gente alegre atraem os turistas.
  • Itália: A Itália inspira o mundo com a sua moda, sua arte e, claro, sua culinária. Um país intenso, que coleciona Papas, pintores, poetas e estilistas. Ao mesmo tempo em que é moderno e industrializado, é também extremamente apegado a suas raízes e a suas terras agrícolas.
  • Nova Zelândia: A Nova Zelândia mistura a ancestralidade Maori com a cultura europeia. O país é procurado por estudantes do mundo inteiro, atraídos principalmente pelas paisagens belíssimas. Vale a pena se aprofundar na cultura local, não só pelas belezas naturais, mas também para conhecer uma série de eventos como festivais de turismo, feiras agrícolas, dentre outros.
  • Reino Unido: Um centro cultural onde convivem em harmonia a tradição e o que há de mais moderno e inusitado. Quando se pensa em Inglaterra, muita coisa vem à cabeça. Os guardas do palácio de Buckingham com seus chapéus peludos e altos casacos vermelhos, o Big Ben, em Lodres, além de Cambridge e Oxford, com o glamour de importantes cidades universitárias - mundialmente reconhecidas e respeitadas.
  • * As informações foram baseadas em material da empresa Go to world

* Os textos são revisados por Madalena Fernandes

Conteúdo Recomendado

Comentários

Ao postar comentários o internauta concorda com os termos de uso e responsabilidade do site.