Terça-feira, 05 de agosto de 2008 atualizada às 17h37

Fundação Museu Mariano Procópio finaliza projetos de restauração de acervo



* Da Redação

A Fundação Museu Mariano Procópio (Mapro) finaliza mais três investimentos que visam à conservação e preservação de seu patrimônio. O acervo é composto pelos móveis da Villa. "No total, são 24 peças, pertencentes à Sala de Música, ao Escritório de Mariano Procópio e ao Quarto do colecionador Alfredo Ferreira Lage, que estão sendo restauradas desde setembro de 2007", afirma a museóloga do Departamento de Acervo Técnico (DAT) da Mapro, Nancy Corrêa Plonczynski.

A museóloga explica que a Mapro, por ser uma instituição voltada para preservação, está procurando resgatar o conhecimento sobre o mobiliário. "A Fundação apresenta um importante acervo de móveis necessitado de passar por intervenções. Dessa forma, o trabalho de restauração já iniciou com a intenção ]de se recuperar, de forma contínua, toda essa categoria".

Treze cadeiras formam o mobiliário do Escritório e da Sala de Música, que seguem releituras de elementos decorativos utilizados no período de Napoleão III. Ainda fazem parte do Escritório, uma mesa, duas estantes e uma escrivaninha. Da Sala de Música, falta restaurar apenas o piano.

Os móveis do Quarto do colecionador, contendo uma cama de casal, um guarda-roupa, um toalete, um espelho, um criado-mudo e duas cadeiras, são de estilo neogótico. "Todos os móveis espelham a arte e a técnica significativas dos ditames da marcenaria artística da França, precisamente, de Paris do século XIX", ressalta Nancy.

O projeto foi realizado em etapas correlacionadas que resultaram na substituição da palhinha das cadeiras, envolvendo o trabalho de marcenaria, com restauração, complementação e substituição de alguns elementos estruturais. Os móveis retornaram à Mapro no último mês de junho e, alguns deles, ainda vão passar por intervenções realizadas pelos funcionários da própria Fundação.

A escrivaninha e a mesa do Escritório vão receber uma gravação a ouro sobre couro, formando uma borda decorativa, seguindo estilo de época. O acervo ainda não será liberado para visitação pública porque os prédios históricos estão fechados, passando por processo de restauração.

* As informações foram enviadas pela assessoria de imprensa da prefeitura de Juiz de Fora

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