Mariana A primeira cidade de Minas Gerais ainda guarda
os valores dos tempos da mineração



*Guilherme Arêas
Colaboração
03/09/2007

Aliar século XVII e XXI em um mesmo lugar. Este é o encanto de Mariana, primeira cidade de Minas Gerais e que ainda guarda muito do período colonial do Brasil.

A busca pelo ouro fez com que, por volta de 1696, o ribeirão de Nossa Senhora do Carmo visse o surgimento de um povoado de mesmo nome. A região se tornou a principal fonte de extração do ouro para a coroa portuguesa.

Fundada em 1711 como Vila Leal de Nossa Senhora do Carmo, Mariana abrigou os dois primeiros governadores de Minas Gerais, Dom Braz Baltazar e Dom Pedro de Almeida, mais conhecido como Conde de Assumar.

Em 1745, por ordem do rei D. João V, foi nomeada Mariana em homenagem à sua esposa, a rainha Maria Ana D'Austria. Tombada em 1945 como Monumento Nacional, é uma das mais importantes cidades do Circuito do Ouro e pertence à Trilha dos Inconfidentes e ao Circuito Estrada Real.

Pela importância e beleza das construções, Mariana é visitada por milhares de turistas de todo o mundo e pode ser o seu próximo roteiro de viagem. As ladeiras e casarios guardam traços da arquitetura antiga e convidam os visitantes a penetrar no período colonial brasileiro.

foto de Mariana foto de Mariana foto de Mariana

Um salto na história

Atualmente, a cidade abriga cerca de 43.775 habitantes e agrega os distritos de Santa Rita Durão, Monsenhor Horta, Camargos, Bandeirantes (Ribeirão do Carmo), Padre Viegas (Sumidouro), Cláudio Manoel, Furquim, Passagem de Mariana e Cachoeira do Brumado.

As atrações da cidade são de encher os olhos aos turistas mais experientes. A Praça Minas Gerais, um dos maiores conjuntos arquitetônicos de arte barroca do mundo, é formada pela Igreja de São Francisco de Assis, Santuário de Nossa Senhora do Carmo, Pelourinho e Primeira Casa de Câmara e Cadeia de Minas Gerais.

Foto de Mariana Aliás, igrejas não faltam em Mariana. As principais são a Catedral Basílica Nossa Senhora da Assunção, Igreja de São Francisco de Assis, Santuário de Nossa Senhora do Carmo, Igreja de São Pedro dos Clérigos e Igreja de Nossa Senhora do Rosário.

Além das igrejas, Mariana abriga o Museu Arquidiocesano de Arte Sacra, um dos principais museus do Brasil em arte sacra. O Museu da Música é o único do gênero no país, com obras preciosas da música religiosa brasileira dos séculos XVII a XX.

As casas coloniais ajudam a ambientar Mariana na volta ao tempo pela época colonial. Na Rua Direita, principal rua da cidade, o turista encontra o mais belo e completo conjunto arquitetônico de Casas Coloniais de Minas. Os destaques ficam para a Casa Setecentista, atual sede do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (IPHAN), e para a antiga residência do Barão do Pontal, única no mundo com sacadas rendilhadas em pedra sabão.

Para quem gosta de uma boa aventura, Mariana reserva a maior mina de ouro aberta à visitação no mundo, descida por galerias subterrâneas. A cidade também abriga, a 12 km do centro histórico, a Gruta da Lapa, no distrito de Antônio Pereira, com visita aos salões da gruta e garimpo de topázio imperial.

A cara de Minas

Foto de Mariana Como símbolo da tradição mineira, Mariana não poderia deixar de ter a sua Maria-Fumaça, o Trem da Vale. O passeio liga a cidade à Ouro Preto, a cerca de 12 km de distância. O trajeto foi todo preparado para receber os turistas.

A Maria-Fumaça puxa uma composição móvel que inclui um vagão panorâmico, especialmente adaptado para receber uma estrutura transparente que permite uma vista privilegiada da paisagem. Os prédios da estação do percurso, em Ouro Preto, Vitorino Dias, Passagem de Mariana e Mariana, foram restaurados e o paisagismo das áreas externas foi recuperado.

O Trem da Vale funciona nas sextas, sábados, domingos e feriados. As partidas de Mariana acontecem às 9h e às 14h. O Trem sai de Ouro Preto às 11h e às 16h. O passeio dura cerca de uma hora e custa R$ 30 ida e volta. Crianças até 5 anos, no colo, não pagam. As de 6 a 10 anos pagam meia-entrada.

Como chegar

Saindo de Juiz de Fora, pegue a BR-040 em direção a Belo Horizonte até a cidade de Conselheiro Lafaiete. A partir daí, o turista deve seguir viagem pela Estrada Real, que está asfaltada, passando por Ouro Branco e chegando a Ouro Preto. Até Mariana, o viajante percorre mais 12 km. Todo o percurso tem cerca de 240 km.

Fonte: Prefeitura Municipal de Mariana

*Guilherme Arêas é estudante de Jornalismo na UFJF

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