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    O ensino superior em JF nos últimos 10 anos


    Na década que passou, o ensino superior em Juiz de Fora se expandiu e teve incrementos significativos de escolas, cursos, alunos e professores

    Marcelo Miranda
    Repórter
    27/04/2006

    Os últimos 10 anos foram marcantes para a educação superior em Juiz de Fora. De 1996 para 2006, a cidade sofreu um boom impressionante e assumiu de vez sua vocação para o ensino e a característica de centro universitário. Se antes era a UFJF que movia os estudantes, agora são no mínimo outras nove universidades ou faculdades que disputam espaço e atenção na mente de centenas de alunos dispostos a se formar num curso superior.

    Segundo dados mais recentes do Anuário Estatístico elaborado pela UFJF, cujas informações se referem aos anos de 2002 a 2004, a maioria das instituições locais aumentaram seu número de alunos e professores em relação aos anos 90, fora as que foram criadas no período. Em 1996, havia quatro universidades/faculdades na cidade, 958 professores e 11.470 alunos matriculados no ensino superior - destes, 7.456 apenas na federal. O total de alunos é emblemático para se ter noção do tal boom: em 2004, foram computados 20.785 matriculados em faculdades, equivalente a 9.315 a mais que em 1996.

    A quantidade de professores também é um fator significativo. Há 10 anos, eram os 958 citados, sendo 732 apenas na UFJF (foto). Em 2004, esse número total subiu para 1.578 - e curiosamente, na universidade federal, a marca diminuiu para 723 no quadro permanente. Ou seja, o incremento de mais 620 profissionais em sala de aula foi devido quase que exclusivamente ao grande número de novos cursos inaugurados.

    Aliás, os cursos englobam outros dados significativos. Se em 1996 havia apenas a UFJF como grande centro estudantil e algumas faculdades no Centro com foco maior principalmente na área de Humanas (Direito e Administração, por exemplo), o quadro evoluiu na década. Pelo Anuário, Juiz de Fora possui 94 cursos superiores, espalhados pelas mais variadas áreas e instituições. Mesmo a UFJF (foto) não é mais tão grandiosa em termos de quantidade: oferece 29 cursos de graduação, enquanto a Universo não fica longe com seus 21. Outras que já possuem mais de dez cursos em seus quadros são pelo menos o CES e a Estácio de Sá.

    No Relatório de Gestão do ano de 2005, apresentado pela reitora da UFJF, Margarida Salomão no último dia 26 de abril, constam dados dos últimos oito anos, o que muito também demonstram o quanto Juiz de Fora cresce cada vez mais em se tratando de estudantes. Um dos principais fatores, no caso da universidade, foi a criação de cursos noturnos. Em 1998, o total de alunos era de 7.600. Em 2005, subiu para 10.409. Os formandos saltaram de 1.302 para 2.589. Só na graduação noturna, a matrícula triplicou de alguns para cá.

    Competição e qualificação

    O secretário de Imagem Institucional da UFJF, Márcio Guerra (foto), acredita que essa expansão conjunta da federal e das particulares deveu-se à própria universidade não poder atender a todos os alunos do ensino médio. "À medida que o mercado vem exigindo mais qualificação, as pessoas tem procurado completar seus estudos e buscar uma faculdade. E nem sempre há vagas para todos, o que atraiu instituições privadas à cidade na busca por essas pessoas", diz Márcio, que não vê problema nisso a partir do momento em que haja compromisso constante com a qualidade dos cursos oferecidos.

    "Não temos sentido isso. Mesmo que o mercado selecione por si mesmo o bom profissional, sempre há o risco de alguém de formação limitada e defasada abra seu próprio negócio de forma autônoma e atenda sem a qualidade exigida". Ainda assim, Márcio vê lados positivos dessa expansão do ensino. "A competição acirrada exige que as instituições se adequem cada vez mais e sejam reforçadas. A federal mesmo aumentou o quadro de professores e criou novos cursos de especialização e pós-graduação na última década".

    Marcelle Louzada, diretora geral da Universo - Universidade Salgado de Oliveira em Juiz de Fora, acredita que o aumento no número de cursos de graduação na cidade beneficia os estudantes, uma vez que "acirra a concorrência entre as instituições e traz mais opções para o aluno, com mais qualidade". Ela afirma que "foram efetuadas pesquisas na cidade, e verificou-se a necessidade desta expansão, já que foi detectado que havia mercado para novas instituições e novos cursos".

    "Se pensarmos no mercado de ensino superior de Juiz de Fora há dez anos atrás, tínhamos um número bastante limitado de instituições e cursos e a demanda já existia e só foi aumentando", diz Marcelle (foto). "Tanto que o número de faculdades aumentou e ainda há procura por novos cursos. Ou seja, o mercado ainda tem muito para expandir". Ela não crê que o alto número de formados na cidade anualmente possa provocar uma "superporpulação" de profissionais. "muitos estudantes nem são da cidade e sim das regiões vizinhas. Estes alunos, ao se formarem, ou voltam para o lugar de origem para exercerem suas profissões, ou procuram novos mercados".

    Mais do que isso, Marcelle enxerga uma "seleção natural" em todo o processo. "O mercado de trabalho aqui tem melhorado bastante com a abertura de novos postos, novas empresas e, como o número de profissionais disponíveis é grande, há uma seleção natural, imposta pelo próprio mercado, por aquele que apresentar melhor qualidade, o que acaba trazendo um resultado bastante positivo".

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