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Artigo Dificuldade de aprendizagemparte II |
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17/05/2002
"N?s somos seres sens?veis, o que significa que
temos o poder de sentir ou perceber
e
de experimentar sensa?es e sentimentos."
Alexander Lowen*
No artigo anterior, falamos das dificuldades escolares que afetam parte das
crian?as e dos problemas emocionais, que podem ser fatores agravantes.
Falamos tamb?m que os pais devem procurar um profissional especializado,
fonoaudi?logo, sob a orienta??o da escola, para que a interven??o seja feita
o mais breve poss?vel.
A rela??o da fonoaudiologia com a escola
A fonoaudiologia que est? presente nas rela?es profissionais com
institui?es de ensino preocupa-se basicamente com a preven??o das
dificuldades dos alunos. Na verdade, n?o ? justo afirmar que tais alunos
s?o os ?nicos respons?veis por suas dificuldades. A escola envolve, al?m
deles, a fam?lia e os profissionais que nela trabalham.
No contexto escolar, em que o trabalho fonoaudiol?gico ainda n?o est? inserido, podemos observar que se continua trabalhando em cl?nicas para atender aos problemas de aprendizagem que aparecem, na maioria das vezes, muito tarde. O que poderia ser evitado, prevenindo, torna-se problema e acaba por encobrir defici?ncias da institui??o educacional.
Como tentar resolver as dificuldades?
Uma sa?da para essas quest?es, j? t?o debatidas, seria a melhoria na
forma??o do professor, possibilitando a troca de experi?ncias profissionais.
O professor n?o precisa saber todos os assuntos que envolvem diagn?stico,
tratamento, tal como um expert, mas informa?es suficientes para que o
fonoaudi?logo possa orient?-lo de maneira adequada. Abrindo espa?o para
discuss?es, o professor tem mais chance de falar de suas ang?stias,
dificuldades na rela??o com a crian?a e a escola, possibilitando reflex?es
sobre a pr?tica pedag?gica nos campos da preven??o e do tratamento.
Outra sa?da seria as escolas contratarem fonoaudi?logos, especialistas em linguagem, para uma consultoria junto a todos os setores da escola e analisarem as quest?es que envolvem as necessidades reais da pr?tica pedag?gica. Trocar informa?es, refletir sobre os problemas para clarear as dificuldades observadas, as chances na busca de solu?es s?o maiores.
Entendemos que cada escola tem seu modo pr?prio de funcionamento, que deve ser respeitado, e sabemos que existe um objetivo comum de melhorar a qualidade do ensino. Depende de esfor?o conjunto de todos os profissionais envolvidos na quest?o escolar.
* In Brandi, Edm?e- Voz falada: estudo, avalia??o, tratamento. Atheneu, Rio, 1990.
Cal Coimbra
? psic?loga e fonoaudi?loga especialista em voz
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