Artigo
Peelings

02/07/2002

A palavra peeling significa despelar, descascar. Na antigüidade, eram feitos com pedra pomes, barro, algas ou ácido cítrico (substância clareadora e que agia descamando). Cleópatra já fazia peelings com leite de cabra (tem ácido lático) e na Roma antiga era feito com vinho (ácido tartárico). Existem vários tipos de peelings, que são classificados como superficial, médio e profundo. Quanto mais profundo, maior é a casca que fica após o peeling e esta casca escura cai, dependendo da profundidade, de sete a 12 dias.
  • Peelings superficiais: existem os cosméticos que podem ser feitos por esteticista (à base de ácido glicólico e ácido retinóico, em baixa concentrações), que são muito seguros e com poucos riscos para o paciente). Os feitos por dermatologistas são com ácido glicólico, salicílico ou resorcina em altas concentrações e ácido tricloroacético de 20 a 30%. Estes peelings penetram muito superficialmente, por isso são usados no tratamento de sardas, para amenizar pequenas manchas e dar brilho a pele. A pele fica levemente escamativa, são muito superficiais, descamam em poucos dias, tendo poucas chances de efeitos colaterais graves.

  • Peelings médios: Têm maior penetração na pele, só devem ser feitos por médico. São usados na tentativas de diminuir rugas superficiais, renovação da pele foto envelhecida, manchas solares, cicatrizes superficiais de acne. São a base de Tricloroacético de 30- 40% ou combinados com resorcina e ácido glicólico.

  • Peelings profundos: São feitos com lixa de diamante (dermoabrasão), fenol ou ácido tricloroacético 50%. São usados em rugas e cicatrizes de acne mais profundas.

Indicações
O tratamento é indicado para casos de fotoenvelhecimento, sardas, manchas solares, asperezas, cicatrizes de acne, rugas de desidratação (peelings superficiais) e rugas de expressão (peelings profundos). Os superficiais não diminuem a flacidez. Já os feitos com com laser melhoram a flacidez ao redor dos olhos e são muito usados para complementar o uso diário dos ácidos.

Um exame microscópico pós peeling mostra que a atividade das células na epiderme, a circulação na derme, e neoformaçao de colágeno aumentam.

Variantes modernas de peeling

  • Peeling com laser: é uma luz que bate na pele em alta velocidade, vaporizando a camada superficial. Tem uma penetração uniforme, deve ser feito por profissional treinado. É uma queimadura controlada, que produz excelentes resultados quando bem indicado. Deve-se sempre evitar fazer em pessoas morenas, porque a mancha demora muito a sair.

  • Microdermoabrasão: é feito com microcristais de óxido de zinco ou alumínio, que esfolia delicadamente a parte mais superficial da pele.
Cuidados com peelings
  • Não deve ser feito em pessoas morenas, que provavelmente ficarão manchadas temporariamente.
  • Tenha muito cuidado ao fazer peelings em outras áreas sem ser a face. No pescoço, costas e membros superiores a recuperação é muito mais difícil e se o peeling for muito forte, pode piorar a pele em vez de melhorar.
  • Evite fazer peelings fortes em pacientes que tenham herpes, pois ele pode ser ativado.
  • Não faça peelings fortes em pacientes com menos de um ano de tratamento de Roaccutan, medicamento usado para tratamento de espinhas.
Tratamentos Pós-Peeling
  • Usar hidratantes para amolecer as cascas.
  • Usar filtros solares até um mês após o tratamento.
  • Evitar ficar puxando as casquinhas.
  • Evitar o uso de ácido até 7 dias após.
  • O paciente pode usar maquiagem.

Cristina Mansur
é dermatologista, professora e chefe
da disciplina de Cosmiatria do Serviço
de Pós-Graduaçao em Dermatologia da UFJF.
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