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Artigo Castigo: Mito ou disciplina? |
"O verdadeiro s?bio n?o reprime nem castiga, Educa"
EENCA
N?o se deve satisfazer o instinto de vingan?a ou o ressentimento, nem
utilizar-se do castigo como v?lvula de escape para a raiva provocada.
Que sejam punidas apenas as faltas!
O castigo muitas vezes ? utilizado como m?todo de disciplina e educativo.
Quando se recorre ao castigo, fica evidente que faltaram melhores argumentos
para orientar a crian?a. O castigo tem duas fun?es ? age como meio
preventivo da repeti??o de atos inaceit?veis e contribui para estruturar o
superego infantil, isto ?, mostrar ? crian?a o que ? certo ou errado.
Estudantes se lembram mais facilmente de notas ?timas que obtiveram anos
atr?s e n?o conseguem, muitas vezes, se lembrar de mat?rias em que foram
reprovados. Isso vem em apoio ? id?ia do castigo representar sempre algo
penoso e de dif?cil lembran?a.
Alguns estudiosos de Psicologia parecem aceitar o fato de que a crian?a
precisa sofrer o castigo para adquirir mais rapidamente a auto disciplina
indispens?vel ? vida social.
Al?m disso, como castigo vem de uma situa??o emotiva psicol?gica especial, ? naturalmente de car?ter espec?fico pessoal, isto ?, a mesma infra??o da crian?a ? recebida diferentemente conforme o indiv?duo ? atingido. E o castigo ser? diferente tamb?m.
Reagimos diversamente quando a infra??o ? cometida por uma crian?a ou uma que n?o sabemos quem ?, quando conhecemos a fam?lia, quando estamos de bom humor ou irritados, e assim por diante.
Portanto, podemos considerar o castigo como rea??o pessoal, objetivando corrigir, reprimir ou modificar determinado ato ou atitude considerados inaceit?veis, segundo os padr?es e costumes da sociedade particular em que vivemos. O que se deve evitar sempre e ? um assunto em que torno a insistir, ? que, jamais, dever? o adulto tornar o castigo uma forma de vingan?a pessoal ou proje??o de outros sentimentos que a falta da crian?a desperta em n?s, adultos.
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O ideal seria trabalhar com a hip?tese de realidades onde o castigo n?o
fosse aplicado e fosse substitu?do por di?logo, compreens?o, colabora??o e
afeto m?tuo. Mas se sabe o quanto isto ? dif?cil. Por isto, entram outras
varia?es, como o castigo.
Existem fatores que precisam ser levados em considera??o em caso de castigo:
O castigo ent?o, quando aplicado, dever? ser construtivo, objetivando a educa??o e o senso de responsabilidade, levando a crian?a ou ao adolescente a compreender o motivo da puni??o e considerar justa a penalidade, buscando aprender e conseguir um comportamento melhor.
- N?o existe aqui id?ias de oposi??o ao castigo; n?o tenho d?vidas de que ? uma das formas de impor limites, e de exercer autoridade, t?o necess?rios a forma??o de um car?ter saud?vel e produtivo. Proponho entretanto, uma reflex?o.
- N?o raro ocorre que pais separados, adotivos ou que trabalham demais adotam a pol?tica da eterna gratifica??o, criando os filhos no reino do prazer e da fantasia. Isto pode gerar problemas em conduta nos filhos a posterior.
- ? importante encontrar o equil?brio, buscar o tempo todo o equil?brio, e demonstrar o equil?brio.
- ? muito mais f?cil seguir exemplos do que s? ouvir palavras... ou gritos.!
- ? importante tamb?m, ? muito, dizer N?O. A crian?a que n?o vive frustra?es ter? dificuldades em encarar obst?culos e opini?es contr?rias ?s suas.
- Falar a mesma linguagem, sem exageros, (sem que um pai precise usar um bon? virado para tr?s por exemplo), ? uma boa forma de encontrar o equil?brio necess?rio.
- A crian?a precisa de afeto e de limites e das pessoas que cuidam dela, que a amem e indiquem caminhos. E a?, estes ser?o bons, com certeza!
V?nia Fortuna
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psicanalista e conselheira em depend?ncia qu?mica
na cl?nica Psicomed
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