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    Juliano Nery Juliano Nery 28/10/2011

    Volta por cima

    Foto de cenário do incêndioAlarmado fiquei esta semana, com as notícias do incêndio na rua Floriano Peixoto. Quanto fogo, quanto prejuízo, quanta tristeza! Lojas completamente destruídas, diversos pontos do Centro sem luz, dificuldades para apagar as chamas e um saldo terrível para os atingidos — comerciantes e moradores — formaram o cenário de uma das maiores tragédias do município que, graças a Deus, não teve vítimas humanas. E se, como diz o ditado popular, "há jeito para tudo na vida, só não há jeito para morte", o momento é de renascer das cinzas, literalmente, tal qual a Fênix, a ave da mitologia grega.

    E são vários renascimentos que estão em jogo por ali. O da Floriano Peixoto, por exemplo, via importante do Centro da nossa cidade, representante da nossa tradição. Dos comerciantes, que até o momento não contarão com ajuda da esfera pública do município e que, desta forma, torço para que tenham seguros dos imóveis e das mercadorias. Dos trabalhadores, para que possam ter a oportunidade de continuar a trabalhar, independentemente da tragédia. Não será fácil, contornar a situação e o esforço conjunto me parece a grande solução para que todos os atingidos se transformem e deem a volta por cima.

    Aos que pensam na impossibilidade de as coisas entrarem nos eixos, está aí, o caso do Japão e as Tsunamis do início do ano. O país já começa a se estabilizar e, se ainda não dá para sair para cantar sambas trajados com chapéus panamás, já dá para fazer um lanche e tomar um iogurte antes de dormir, tranquilamente. Mesmo que a paz dure até a próxima fúria das placas tectônicas, o que não vem ao caso aqui, o principal é a capacidade de superação. E temos que reunir forças, neste momento, para que, em meios aos escombros, consigamos reverter um quadro tão triste, como vivenciado nesta semana.

    E que assim como a ave mitológica era capaz de carregar elefantes, que os envolvidos e prejudicados na situação consigam reunir forças e condições para carregar o fardo, que é se reerguer. É a torcida da coluna Amenidades. Como enuncia um outro ditado, "não há mal que não se cure". Espero que o panorama logo possa virar e se tornar algo palpável, a quem passou pelo infortúnio.

    Para finalizar, um item que me chamou a atenção no caso, foi a banca de jornal existente ali na calçada da Floriano. Permaneceu intacta, mesmo com tanto fogo, escombros e destruição. É incrível a mão invisível do destino. Aposto que mesmo com tanta sorte, até o proprietário do local deve repensar a vida. Uma tragédia dessas é capaz de mudar os paradigmas até de quem não foi envolvido. Que usemos isso, para melhorar e que ousemos mudar.

    Juliano Nery solidariza-se com o drama dos atingidos pelo incêndio da rua Floriano.

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    Juliano Nery é jornalista, professor universitário e escritor. Graduado em Comunicação Social e mestre na linha de pesquisa Sujeitos Sociais, é orgulhoso por ser pai do Gabriel e costuma colocar amor em tudo o que faz.

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