Segunda-feira, 1º de março de 2010, atualizada às 18h33

Vereadores de Juiz de Fora entram na disputa da Assembleia Legislativa com discurso de aumento da representatividade

Clecius Campos
Repórter

A disputa a um cargo na Assembleia Legislativa de Minas Gerais já começa a se configurar em Juiz de Fora. Entre os pré-candidatos a uma das 77 vagas de deputado estadual, alguns nomes do legislativo municipal já aparecem no certame, defendendo a representatividade de Juiz de Fora no legislativo estadual.

Entre eles, o presidente da Câmara, Bruno Siqueira (PMDB). O político aguarda a confirmação da sua candidatura em convenção partidária. "Posso me considerar um pré-candidato, já que meu nome é dado como hipótese entre amigos e lideranças da região. O partido percebe que a cidade está sem representatividade no legislativo estadual e aposta no meu trabalho." O também vereador Flávio Checker (PT) repete o discurso da presença de mais juizforanos na Assembléia Legislativa e aponta a experiência de cinco mandatos na Câmara Municipal. "O partido entende que a cidade e a região precisam de alguém que as represente, à altura das grandes necessidades que se apresentam."

O legislador municipal Isauro Calais (PMN) segue a linha e defende sua pré-candidatura. "Juiz de Fora é carente de representação em Belo Horizonte. Estou na Câmara Municipal há quatro mandatos e quero defender os interesses da Zona da Mata na capital." O secretário-geral do PSDB, Luís Eugênio Bastos, dá como certa a candidatura de Rodrigo Mattos, ao cargo na Assembleia. Segundo ele, o vereador foi escolhido por ter sido o terceiro mais bem votado nas eleições em 2008. "É natural que ele tenha a simpatia dos militantes."

O já deputado estadual e pré-candidato a reeleição Lafayette Andrada (PSDB) defende seu trabalho na Assembleia Legislativa e busca mais uma oportunidade. "Meu mandato foi uma experiência importante, mas ainda posso trazer grandes conquistas para Juiz de Fora. Acho que posso contribuir mais, se continuar no legislativo estadual." Segundo ele, é certo que sua candidatura será oficializada em julho.

Suplentes a caminho

Os pré-candidatos evitam polemizar quando o assunto é o possível esvaziamento de tal representação da Câmara Municipal, caso as candidaturas sejam vitoriosas. Para Checker, sua possível saída do legislativo em Juiz de Fora não causará prejuízo à bancada do PT, mesmo com a perda de uma cadeira. "Isso porque o suplente da coligação é o ex-vereador Oliveira Tresse [PCdoB], nosso coligado nas últimas eleições. Ele estará afinado com os interesses dos demais vereadores."

O risco de perder uma vaga no legislativo municipal, caso Mattos seja eleito deputado estadual, não preocupa o secretário-geral do PSDB. "A vaga seria preenchida pelo ex-vereador da base governista Romilton Faria (DEM)." Siqueira minimiza um possível impacto de sua saída da Câmara e da presidência da Casa. O primeiro suplente da legenda é o ex-vereador Francisco Canalli (PMDB). "Temos bons substitutos", abrevia. Se eleito, Calais será substituído pelo colega de partido, Cido Reis. "Acredito que ele possa fazer um bom trabalho."

Os textos são revisados por Madalena Fernandes

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