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    Terça-feira, 3 de janeiro de 2012, atualizada às 19h38

    Moradores de rua geram insegurança na cidade de Juiz de Fora, afirma vereador

    Jorge Júnior
    Repórter
    audiencia

    Em audiência pública realizada na tarde desta terça-feira, dia 3 de janeiro, foi debatida a situação dos moradores de rua do município de Juiz de Fora. Segundo o vereador proponente da reunião, José Tarcísio Furtado (PTC), o que motivou a realizar a audiência foi o número de jovens nas ruas. "O que está acontecendo com a população de rua da cidade?", questionou o legislador.

    De acordo com Furtado, a situação nas praças da cidade também é alarmante. "Na praça do bairro Santa Tereza, por exemplo, o cenário é constrangedor. Passamos por lá e, na luz do dia, vemos pessoas se agredindo. Pessoas que trabalham ou moram naquela região, temem em transitar pelo local, com medo de sofrer agressões verbais e físicas", destaca.

    A situação não é diferente na ponte do bairro Manoel Honório, segundo relato do morador da região, Tarcísio Coelho. "A ponte do bairro e também na Praça Agassis, no bairro Mariano Procópio, os moradores deparam-se, constantemente, com moradores de ruas brigando e utilizando drogas", destaca. Segundo Coelho, a segurança nesses locais deveriam ser intensificadas.

    Para o tenente da 4ª Companhia da Polícia Militar, Weligton Araújo, a situação está longe de ser um problema somente de segurança pública. "As drogas e o álcool agravam a situação dos moradores de rua, fazendo com que os órgãos responsáveis pela fiscalização tenham mais dificuldades em monitorar a situação", afirma. Além disso, Araújo também acredita que o número de jovens nas ruas vem aumentando. Para o tenente, como os pais estão trabalhando fora e, consequentemente os filhos são criados por terceiros, os jovens estão entrando no mundo das drogas mais cedo.

    Quem também reclama da situação é o médico e diretor de um hospital da região, Floriano Quaresma. Segundo ele, a situação na praça do Santa Tereza é chocante, uma vez que, pela manhã, qualquer cidadão que passa pelo local pode ver os moradores praticando sexo na praça pública. "Para os funcionários do hospital que passam pela região a pé, a situação é constrangedora e preocupante." Quaresma afirma também, que nunca viu nenhum fiscal da Prefeitura, abordando os moradores.

    Número de moradores de rua diminui

    No entanto, a secretária de Assistência Social do município, Tammy Claret Monteiro, afirmou que o número de moradores em situação de rua em Juiz de Fora diminuiu de 745 para 650 pessoas, entre os anos de 2007 e 2010. Este resultado já é reflexo das novas políticas adotadas no município que visam o fortalecimento dos vínculos familiares, o encaminhamento ao mercado de trabalho e o cadastramento nos programas sociais oferecidos pela Prefeitura. Um dos exemplos foi a recente inclusão de 82 moradores em situação de rua no CadÚnico, para recebimento do benefício do programa de transferência de renda, o Bolsa Família.

    Entre os serviços desenvolvidos pela Prefeitura para atendimento à pessoa em situação de rua estão o Centro de Referência Especializado de Assistência Social – Creas População de Rua, que atende em média 150 pessoas por dia. Existem também o Núcleo Cidadão de Rua (com média de 180 atendimentos/dia) e a Casa da Cidadania (com capacidade de abrigar 70 usuários).

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