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    Deslizamento de terra destrói três imóveis no Jardim de AláMoradores conseguiram deixar o local e não houve vítimas. A Defesa Civil está no local e avalia as condições da região

    Victor Machado
    *Colaboração
    9/1/2012

    Foto do deslizamentoA chuva forte e constante em Juiz de Fora causou um deslizamento de terra na manhã desta segunda-feira, 9 de janeiro, que destruiu três imóveis no bairro Jardim de Alá. Os moradores conseguiram deixar o local a tempo e não houve vítimas. Outros imóveis tiveram que ser evacuados e a Defesa Civil está avaliando a região.

    O servente de condomínio Alair Gomes Correia, que estava trabalhando quando foi informado sobre o deslizamento. "Saí para trabalhar e, quando voltei, vi que perdi tudo. Não tínhamos percebido nenhum sinal de rachadura e não havia ninguém na minha casa, apenas uma cadela que havia morrido. Agora estou só com a roupa do corpo." Na casa do servente moravam três pessoas.

    A moradora de um prédio atingido, Juliana Chiaeni Villar Farias, estava em casa no momento da ocorrência. Ainda assustada, ela afirmou que teve tempo apenas de deixar o local. "Estava em casa e uma vizinha ouviu alguns estalos. Não consegui sequer pegar documentos. Foi tudo muito rápido." Já o técnico de segurança no trabalho Ronaldo Almeida Pinto estava trabalhando e deixou a esposa e os filhos, um menino de três anos e uma menina de um ano, em casa. "Minha esposa conseguiu pegar as crianças e sair a tempo. A casa está toda destruída e ainda não sei o que vou fazer e para onde vamos. Ainda não consegui pensar nisso. Mudei para cá há seis meses e a casa que nem terminei de pagar está acabada."

    Segundo o subsecretário da Defesa Civil de Juiz de Fora, José Mendes da Silva, sete moradias foram totalmente destruídas. Elas eram distribuídas em dois prédios e uma casa. Um bar e uma casa que ficam em frente ao local tiveram a entrada impedidas pelos escombros, mas não foram atingidas. Os moradores de um prédio de dois andares, que fica ao lado do local, tiveram que deixar as residências. A rua Manoel Moreira de Morais chegou a ser interditada e a energia teve quer ser cortada. A assessoria de comunicação da Defesa Civil informou, por volta das 18h desta segunda-feira, 9, que dez casas foram interditadas, preventivamente, após a queda do barranco.

    O Corpo de Bombeiros recebeu o chamado por volta das 9 horas. Segundo o subtenente Eucimar Pezarini, que atendeu a ocorrência, as primeiras informações foram de que os moradores da região perceberam os estalos e avisaram os vizinhos. "Um militar do Corpo de Bombeiros, o sargento Souza, que mora ao lado, viu o começo do deslizamento e jogou pedras no telhado para avisar aos moradores. Por sorte, não tivemos nenhuma vítima."

    De acordo com o comandante do 4º Batalhão de Bombeiros Militar, tenente-coronel Anderson Luiz Esteves Gomes, quando acionados, os homens realizaram, primeiramente, um trabalho de salvamento. "O que aconteceu foi um escorregamento de terra. A primeira ação é de salvamento para garantir a segurança da população, retirando da área de risco e buscando possíveis vítimas. Felizmente, ninguém estava no local."

    Após o salvamento, os bombeiros fizeram o trabalho de buscas dos botijões de gás das residências. Segundo o assessor de comunicação do 4BBM, o oficial Marcos Moreira Santiago, como o gás estava comprimido, havia risco de explosão. "O gás, quando comprimido, gera um risco de explodir. São sete moradias, então, pelo menos, sete botijões debaixo dos escombros." Santiago afirma que o forte cheiro de gás no local não representava perigo porque estava dissipado.

    O comandante do 4º BBM alerta para os cuidados no período de chuva. Segundo ele, a população deve se preocupar com caminho feito pela água e pela enxurrada, ter atenção com as rachaduras e comunicar à Defesa Civil em caso de suspeitas. "É importante, também, sempre ter informações da família para evitar transtornos. Quem mora em áreas de risco deve procurar os órgãos responsáveis."

    81 ocorrências em 17 horas

    Das 0h às 17h desta segunda-feira, 9 de janeiro, a Defesa Civil de Juiz de Fora havia registrado 81 ocorrências devido às chuvas. Foram 26 na Zona Norte, 22 na Sul, 14 na Leste, 11 na Nordeste, quatro na Oeste, três na sudeste e uma no Centro. Além da queda dos imóveis no Jardim de Ala, houve um alagamento na rua Henrique Simões, no bairro Industrial, que se alastrou por três vias transversais. A água chegou a subir 50 centímetros e até esta tarde, já havia baixado dez centímetros. A inundação ocorre porque o bairro encontra-se abaixo do nível do rio Paraibuna. Segundo informa a assessoria de comunicação da Defesa Civil, o alarme que indica elevação no nível do leito do Paraibuna disparou.

    *Victor Machado é estudante do 8º período de Comunicação Social da Faculdade Estácio de Sá

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