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    Victor Bitarello Victor Bitarello 14/01/2016

    "Vai que dá certo 2": deu!

    Eu estava num dia que parecia que eu não ia gostar de filme nenhum. A sessão era 21:55h, e eu estava cansado, nem passava muito bem também. No entanto, logo no início essa sensação se desfez, porque “Vai que dá certo 2” tem uma proposta que eu concordo muito. Filmes, cada um deles, têm um tipo de proposta. Este se propõe a ser um filme de diversão. E é! Ao mesmo tempo que não precisa ser ruim, o que realmente não é o caso. É um longa muito agradável. Com excelentes atuações, tudo no filme está muito correto. Todos os trabalhos. Som, roteiro. É muito gostoso de assistir.

    O segundo “Vai que dá certo” é uma história em que tudo gira em torno de um DVD, contendo a gravação de uma relação sexual entre Simone (Verônica Debom) e Elói (Vladimir Brichta). Como Elói tem a intenção de se casar com uma mulher mais velha e rica, ele queria esse DVD a qualquer custo, para não correr o risco de perder essa oportunidade. Não devo falar mais, porque senão corro realmente o risco de estragar o gosto de quem for assistir.

    Eu achei bacana, porque é um filme de comédia mesmo, muito engraçado. As risadas não saem contidas, saem com vontade! O humor do filme está quase totalmente concentrado no personagem Amaral, feito por Fábio Porchat. E eu acho isso ótimo, porque ele tem em mim um grande fã. As partes dele são todas muito cômicas, todas. Se você não ri de dar gargalhada, você dá aquela risadinha interna. Mas, ao mesmo tempo, os roteiristas (parte que ele também assumiu) tentaram por humor para os outros personagens também, no que eu vi, provavelmente, o único defeito do filme. Poderiam ter feito para os demais só o que fizeram com o personagem Tonico (Felipe Abib), que funciona no filme como escada para o colega. O Lúcio Mauro Filho, por exemplo, não é um ator engraçado. É ator, um bom ator, mas não é engraçado. Então, suas cenas de humor ficaram chatas, forçadas, e até irritantes. Ainda bem que são poucas. Deviam ter deixado tudo pro Fábio Porchat mesmo.

    A sonoplastia do filme é linda e única para cada passagem. Não é linear, é variada e as músicas foram muito bem escolhidas. Todo o som e fotografia são ótimos. Um roteiro interessante.

    A atriz que faz a gostosona da história, Verônica Debom (“Simone”), infelizmente não faz uma boa participação. Eu não a conhecia e não gostei do que vi. Seu trabalho é ruim, quase amador. Não entendi o porque de sua escolha para estar ali. Uma ótima atriz como a Natália Lage, no mesmo filme, ficou incoerente. Enquanto que o contrário disso, ou seja, um ator já mais que consagrado, Lúcio Mauro, excelente comediante, teve uma deliciosa participação. Graciosamente linda e engraçada.

    Eu amei o filme, acredito que todos os que assistirem gostarão. O final é bem interessante e, para quem tiver um pouquinho mais de paciência, vai achar mais interessante ainda...


    Victor Bitarello é bacharel em Direito pela Universidade Federal de Juiz de Fora (UFJF), pós-graduado em Direito Penal e Processual Penal pela Universidade Candido Mendes (UCAM). Ator amador há 15 anos e estudioso de cinema e teatro. Servidor público do Estado de Minas Gerais, também já tendo atuado como professor de inglês por um período de 8 meses na Associação Cultural Brasil Estados Unidos - ACBEU, em Juiz de Fora. Pós graduando em Direito Processual Civil.

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