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    Trilogia Pólis Taba Urbe compila visões da experiência urbanaOs filmes do cineasta juizforano Marcos Pimentel tratam do mesmo tema e têm a mesma atmosfera. A exibição conjunta das obras fez sucesso em festival na Espanha

    Clecius Campos
    Repórter
    6/11/2010
    Imagem do filme Taba

    Quando iniciou seus estudos sobre a vida do homem nos centros urbanos, para a produção do curta Urbe, o cineasta juizforano Marcos Pimentel imaginava que um filme seria pouco para desenvolver aspectos distintos da experiência urbana cotidiana. "Comecei a pesquisa e percebi que, mesmo tratando o assunto de forma despretensiosa, seria impossível dar conta de tudo em um filme só. Enquanto produzia o Urbe , pensei no segundo filme [Pólis] e logo depois no terceiro [Taba]."

    Os projetos dos três filmes foram aprovados por leis de incentivo à cultura, o que possibilitou que todos fossem realizados. Pimentel então pensou em agrupá-los em um longa metragem, mas os patrocínios já estavam definidos, e as produções seguiram de forma independente. "Tratei cada projeto como único e independente. Todos têm início, meio e fim e podem ser vistos e interpretados de maneira individual. Não são propriamente capítulos. Tanto que cada um dos filmes foi lançado em momentos distintos."

    Desde julho de 2010, os filmes que tratam do mesmo tema têm sido exibidos em sequência em festivais no Brasil e no mundo. A primeira experiência ocorreu na Espanha, em um festival de documentários. Na ocasião, a trilogia recebeu o nome de Processos Acelerados de Civilização e gerou discussões sobre a urbanidade. "Fui informado de que a receptividade foi muito boa. Os filmes foram usados como documentos de registro do nosso tempo e isso é muito interessante." A trilogia foi também exibida em festivais em Belo Horizonte e no Rio de Janeiro. Pela primeira vez as obras serão apresentadas em sequência em Juiz de Fora. A exibição ocorre neste sábado, 6 de novembro, a partir das 17h, no CineArte Palace. A entrada é franca. Pólis e Taba são inéditos para o público juizforano.

    Filmes têm a mesma atmosfera

    Urbe (15 minutos) foi lançado no 31º JVC Tokyo Film Festival, em fevereiro de 2009 e ganhou o prêmio de Melhor Documentário em Competição. Pólis (22 minutos) estreou em Portugal, em dezembro de 2009, ganhou o Prêmio Especial do Júri, no 13º Festival de Cinema Luso-Brasileiro de Santa Maria da Feira. E Taba (16 minutos) foi lançado em junho de 2010, no 38º Festival Iberoamericano de Cinema de Huesca, na Espanha. Além de abordarem a temática da experiência urbana, os filmes têm um compromisso com o atual e foram narrados e construídos sob uma atmosfera semelhante. "Essa atmosfera foi conseguida nos recursos de imagem e de som. Há ainda elementos recorrentes, como personagens e aspectos tão presentes nas cidades que entraram em todos os projetos."

    Outra semelhança é que todos os filmes percorreram festivais. Urbe partiu para o circuito nacional e depois chegou ao exterior, quando passou pela Espanha, Estônia, Angola, Cabo Verde, Holanda e México. Pólis fez o caminho contrário, sendo exibido primeiro fora do país — México, Espanha, Holanda, Estônia, Itália, Inglaterra e Cuba —, para depois chegar ao Brasil, onde recebeu, na 37ª Jornada Internacional de Cinema da Bahia, os prêmios de Melhor Filme em Competição (Troféu Glauber Rocha), Melhor Documentário (Tatu de Ouro) e Melhor Som (Tatu de Prata). Taba já passou pelo circuito estrangeiro e ainda não foi exibido em festivais nacionais.

    "Como todos têm o mesmo tema, tracei estratégias de distribuição diferentes, para que um não roubasse o espaço do outro. O mais legal é perceber o bom desempenho de todos eles fora do país, o que mostra que os filmes têm potencial para falar com plateias do mundo inteiro. Os diversos espectadores se identificam com os aspectos da experiência urbana que são apresentados. Mesmo que a maioria das imagens tenha sido gravada em Juiz de Fora." Urbe é todo gravado em solo juizforano. Pólis traz alguns pontos da cidade e metade das imagens de Taba foram feitas em Juiz de Fora. A emoção será perceber como o juizforano vai se enxergar no filme. "Eu gostaria de sentir como os moradores daqui estão vivenciando e experimentando esses processos presentes no dia a dia. Os filmes juntos mostram as transformações inconclusivas das quais fazemos parte. A intenção é que as pessoas parem e vejam esse cotidiano."

    Imagens dos filmes

    Os textos são revisados por Thaísa Hosken

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